quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Shakira

Gosto de ver a Shakira dançar. Acho-a muito sensual. Gosto de algumas músicas e videoclips. Mas confesso que o último (in)sucesso ficou muito aquém do que esperava. Acho a música repetitiva, nada de novo nem em termos de dança... Por isso, ontem, não fiquei admirada quando vi o cd em saldos (a tal música da loba). Uma bagatela, mas não para mim!

Eating puddings is a tough job...

but someone has to do it! (joke of the day)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Garfield

Tinha sido avisada que o filme era mau. E não vou dizer que é bom. Mas não sei se foi porque passei as férias de Natal, e fim-de-ano, a brincar e a observar o comportamento do meu cão, e do meu gato, achei a película engraçada, e fartei-me de rir com as diabruras de ambos! Quando não se quer pensar, é o ideal!

I was wrong!

Eu que pensei que a neve já tinha acabado, e que agora só tinha que levar com frio, mas menos frio...Abro a porta, de manhã, e voilá... Um manto branco, e queda de neve. Oh God, o Natal já passou, certo? Estes cenários natalícios estão um pouco desactualizados...Ainda se a cidade funcionasse com neve...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Sensacional!

Realidade virtual

Como li algures por estes dias, todos ficaram chocados com a morte de Casey Johnson, a herdeira do império Johnson. Os amigos vieram para o facebook e twitter prestar homenagem, endereçar palavras de amor e carinho, e divagar sobre a usa atribulada existência. É reconfortante sentir o carinho e a proximidade dos que gostam de nós, mas o facto é que a jovem só foi encontrada em casa 3 dias depois de morta. Somos todos muito amigos, muito próximos, mas somos também reais e de carne e osso. Não virtuais. Para reflectir...

Lesbian square

A área de balneários do meu ginásio é bastante grande. Tinha de ser, porque o espaço do ginásio também é enorme. Gosto do ambiente, quando lá entro esqueço o mundo real. Um dia destes, quando estava a sair do chuveiro, reparei que mesmo em frente existem cacifos e espaço para trocar de roupa. Nunca tinha reparado, sou extremamente distraída quando estou no ginásio, ou a ler nos transportes. O mundo pode desabar que não noto.
Ora, após ter visto aquela maravilha, pensei que na próxima ida ao ginásio era ali que iria trocar de roupa, pois fica mesmo ao pé dos chuveiros e não tenho de atravessar, molhada, para a outra zona de cacifos.
No dia seguinte assim fiz. Sentei-me, começei a trocar de roupa e reparei que a senhora que estava à minha frente tinha um aspecto gay. Pensei com os meus botões e esqueci o assunto no minuto seguinte.
No dia seguinte, fui outra vez para o cantinho maravilha (pensava eu) e reparei que a cada peça de roupa que tirava, para vestir o fato de treino, era observada ao milímetro por uma outra figura que lá estava... Tentei mudar de roupa o mais rapidamente possível, fui fazer exercício e uma hora mais tarde, quando me preparava para ir tomar duche, lá estava ela novamente, sentada, a mexer na mala que tinha, e a observar todos os meus movimentos.
Tinha um ar masculino, vestia uma blusa que mais parecia uma camisa. Fazia-me lembrar uma professora primária dos anos 80 (com todo o respeito que tenho pelas professoras primárias), sem um pingo de feminilidade e com todos os vincos nas calças e blusas possíveis, para além dos oculinhos e do cabelo branco por pintar. A fixação era tanta que, quando ia meter-me no duche, ela perguntou se eu era da Bélgica. Isto porque na minha t-shirt dizia Bruges. Não, não sou da Bélgica, respondi secamente, sem dar mais explicações.
Demorei imenso no chuveiro, para que ela fosse embora, e felizmente já lá não estava quando saí. Foi aí que percebi que aquele só podia ser o 'Canto das Lésbicas'. Faz todo o sentido. Fica perto dos chuveiros, a mulherada já para lá vai nua, e é um bom sítio para olhar, tirar medidas e fantasiar...
Obviamente que não voltei ao 'Canto das Lésbicas'. É que, com a sedução masculina posso eu bem, ou estou mais habituada. Mas quando a sedução vem de mulheres fico toda encavacada, metida para dentro, com vontade de fugir!!!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Adoro!!

As lojas Muji são um regalo para a vista. O design, as soluções nipónicas, a luz, a simplicidade, o conforto. Os caderninhos, as canetas de todas as cores, os artigos para o lar... Raramente compro - é um facto - mas sempre que posso entro, toco e observo.

Snow

E, de repente, começou a nevar. Bolinhas de esferovite, é o que parecem...

A dificuldade está no tamanho...

Quanto mais leio sobre o Brasil, mais tenho a certeza que quando lá for (não faço ideia quando) quero visitar os sítios de que ninguém fala. Ou de onde se ouve menos. Não quero ir para São Paulo, ou Rio, ou cidades turísticas. Quero explorar o interior, os estados de que ninguém fala, sentir o pulsar da autenticidade. Vai levar tempo a preparar a rota, mas vai ser como eu quero!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Trapalhada Aérea Portuguesa

Não sinto qualquer orgulho em escrever o que estou a escrever, sinto sim tristeza. Viagem após viagem confirmo que TAP (como li algures) significa Trapalhada Aérea Portuguesa. O espelho de um país onde não se respeitam os consumidores, e muito menos são vistos como clientes a quem devemos agradar.
Tenho voado na TAP a vida inteira. Desde a altura em que não tinha alternativa(monopólio para as ilhas). Mas hoje só opto por voar na TAP se não tiver opção.
Lembro-me de fazer a minha primeira grande viagem na TAP para Nova Iorque (a primeira viagem transatlântica, que domésticas já tinha feito muitas). Tinha 16 anos, foi há uns bons aninhos. Estive duas horas trancada dentro do avião, antes de descolar de Lisboa. "Agradável", sobretudo quando se sabe que temos mais oito horas de vôo pela frente.
E o que me entristece é que nada mudou desde esta viagem nos anos 90. Não me lembro da TAP sair a horas uma única vez. No domingo, atrasou uma hora na Madeira, era suposto sair de Lisboa às 4. Mudaram para as 4:30, mudaram para as 4:50, às 4:50 estávamos a entrar no avião, às 5:15 continuam pessoas a entrar e, na minha opinião, desde o momento em que a hora final foi ultrapassada, estamos dentro do avião e não descolamos, o passageiro/cliente tem o direito a um pedido de desculpas, que devia ter vindo às 4:50. Mas não, primeiro descola-se, depois ganha-se estabilidade na rota e às 6:30 da tarde dá tempo de pedir desculpa pelo atraso. São os eternos problemas técnicos e chegadas tardias do avião.
Já não estou habituada a este tipo de tratamento, a esta falta de educação e de respeito. Atrasos e maus servicos acontecem a todos, mas a atitude da empresa é que faz a diferença. Nenhuma empresa pode ser eternamente má, estar eternamente atrasada. Trapalhada Aérea Nacional só mesmo quando não tiver opção. Enquanto tiver, gasto o meu dinheiro noutras companhias que me oferecem melhores serviços e preços.
Por outro lado, os serviços do aeroporto também funcionam lindamente. Chega-se a Lisboa às 13:30, o próximo vôo sai às 16:30. Já se fez o check-in e controle de passaportes (porque a viagem saiu do Funchal), mas o único espaço onde podemos estar é na minúscula área de embarque, onde existem umas máquinas com gelados e sandes. Estamos a 15 metros da grande área de restaurantes/lojas mas temos que fazer de conta que aquilo é uma miragem, porque não podemos passar para essa área. E estou a falar da zona de embarque, onde toda a gente já passou pela segurança.
Se quisermos fazer compras ou almoçar temos que voltar a sair, passamos novamente pela segurança, e 45 minutos depois estamos nos restaurantes (aqueles que estavam a 15 metros de nós).
Eu que devia usar o meu rico tempo livre de espera para torrar dinheiro no meu país, fazer compras, comer e beber e ajudar a economia, tenho de passar pela segurança e controle de passaportes duas vezes, porque ainda não arranjaram solução (disse-me embaraçada uma funcionária da TAP).
Serei eu a esquisitinha, queixosa, cliente chata? Estarei louca ou tenho um niquinho, um dedinho de razão?

Prioridades

Não é que tenha alguma coisa contra o casamento homossexual, absolutamente nada contra, mas isso é uma prioridade para o país? É uma prioridade do país? Porque razão não falam de outra coisa ultimamente? De onde estão a desviar as atenções?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Porque razao sinto que estou na Siberia?

Ontem tirei as luvas por uns minutos, para poder abrir a porta do predio e entrar em casa, e as minhas maos ferviam. Vermelhas, doloridas, mas que gelo...

sábado, 2 de janeiro de 2010

Desabafos

Estas férias foram marcadas pela chuva. Chuva, chuva e mais chuva, que ainda hoje não parou, e que pouca folga deu nas últimas duas semanas. Não pude fazer grandes coisas, pois as actividades na Madeira são muito 'outdoors', mas ao menos estive muito tempo em casa, com a família, e a mimar o cão e o gato. O Rocky ficou seriamente doente. Dormia dias inteiros, mal conseguia abrir os olhos, só se levantava para mudar de sítio onde dormir. Levei-o ao veterinário e continua sob medicação. Ainda ficou pior dois dias, depois da ida ao médico, o que nos assustou, mas desde então tem vindo a melhorar bastante, e está sempre a pedir mimos. Tem ciúmes doentios da Tucha. Se a chamo, ele vem logo para o meu pé para receber os mimos. É um amor, vou ter saudades dele. Mas tudo o que é bom acaba depressa, dizem eles. Hoje percebi a minha amiga N, quando diz que com uma viagem de regresso marcada a ida torna-se menos penosa. E é verdade, como sei quando volto a casa, mais uns mesitos, não fica tão difícil regressar à Big Smoke para a neve. Brrrrrrrrrrrrrrr!!!

Mais vale tarde do que nunca...

Quando se está de férias em casa, parte dos dias são sempre aproveitados para ver a correspondência, dar uma arrumação no quarto, colocar os livros, a roupa e os sapatos à nossa maneira e livrar-se de papéis e tralhas que não precisamos. O ambiente fica mais leve, respira-se melhor, sentimo-nos em harmonia. Foi durante este processo, no início das férias, que descobri que há precisamente 3 anos recebi um postal do Madagáscar que nunca tinha lido. Estava no meio das revistas que guardo, ficou enfiado e perdido numa das páginas, e, tendo sido enviado em Dezembro de 2006, só foi lido em Dezembro de 2009. A Loulou, a minha colega de mestrado francesa, foi ao Madagáscar investigar para a sua tese. Dada a minha curiosidade antes de partir, mandou um postal com imagens da grande ilha, a dar um curto relato de como era a vida no Madagáscar... Um sítio que sempre me causou fascínio, por estar tão isolado e ser tão grande e diferente. Três anos depois, só três anos depois, lhe pus a vista em cima. A minha mãe guarda bem a correspondência, nas gavetas do meu quarto, para quando volto a casa poder ler. Mas eu só venho duas a três vezes por ano...Agora, falta lhe agradecer a gracinha. Afinal, parece que não liguei nenhuma ao gesto da Loulou, pois nunca lhe agradeci.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Jardim zoológico

Ter um cão, um gato e um galo em casa ao mesmo tempo não é nada boa ideia. Estão todos a tentar matar o outro...

Anona

Deste lado do atlântico, não pára de chover. Não está frio (sim comparando com Londres não está mesmo), mas que a chuva não tem dado folga é um facto. Tenho aproveitado para matar saudades de estar em casa e não fazer nada. E tenho comido muitas anonas, que bom. Um fruto exótico tão fácil de encontrar na Madeira, e tão mais barato! Hummmmmmmmmmmmm!!!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Uma aventura

Dar banho ao Rocky é uma tarefa e tantas. O que vale é que sou esperta (como os cães) e fui para o chuveiro com calças e t-shirt velhinhas. Senão, tava arranjada. É que, na tentativa de lhe dar banho acabei também por tomar um...Ossos dos ofício, nada de reclamações!!!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Casinha, here I go!

Saudades

Quando estive em Roma, no início do ano, fiz questão de ir à gelataria 'San Crispino', recomendada pela escritora do livro 'Comer, orar, amar' que tinha acabado de ler. A qualidade do Gelatto é imperial. Contudo, o que mais me marcou foi a música brasileira do espaço, e a senhora que nos serviu. Era enorme, altíssima, como que saída de um livro de aventuras extraordinárias. Era brasileira, da Bahia. Parecia uma daquelas 'mães de santo', que tiram sortes nas praias bahianas, com búzios. Inesquecível (o gellato e a figura).

On the way home...

A caminho de casa, uma senhora com uma idade respeitável sentou-se ao meu lado, no autocarro. Disse-me que estava gelada, e que tinha esperado pelo autocarro 20 minutos. Mas teve um dia fabuloso. Sorri, acrescentei algumas palavras, e fui ouvindo.

Uma típica inglesa (sotaque e look), saiu de casa para almoçar no pub com amigas, bebeu antes, bebeu depois, por lá jantou e conheceu pessoas maravilhosas.

"Há gente muito boa no mundo. Tive um gentleman, com 26 anos, que me veio acompanhar à paragem e ficou até o autocarro chegar. Tenho 82 anos, não acha fantástico?"

Uns minutos passaram, elogiou o meu inglês, perguntou de onde era e o que fazia em Londres. Depois, disse-me mais ou menos assim... "Sabe, nós somos um povo que recebe bem os estrangeiros, e você é muito bem-vinda cá. Ainda bem que gosta de viver aqui, e pessoas como você são sempre muito bem-vindas. As que não são bem-vindas são os parasitas do sistema, que vivem de subsídios do governo, querem casa de borla, não querem trabalhar, ou querem impor as leis do país deles. Tipo, as poligamias, escravizar as mulheres, casar com tantas ao mesmo tempo. Não os quero cá, não são bem-vindos, etc etc etc. Mas você é um doce, e simpática, e fala bem inglês, e trabalha. Seja bem-vinda".

Concordei com tudo, em relação aos estrangeiros, não suporto parasitas e quem muda de país tem de se adaptar. E sobretudo estava lá para a ouvir. Apesar do bafo a álcool, gostei da senhora. Despedimo-nos com votos natalícios!

Winter Wonderland

Porque é que se vai para o Hyde Park, às 7 da tarde, quando está a nevar? Porque o jantar de Natal da empresa é num restaurante junto ao lago, e mesmo ao lado da feira.

Quando de lá saí, algumas horas mais tarde, olhei para o cenário como se fosse uma outsider. Saí com um colega indiano, uma americana e outro do Niger. Os meus colegas de trabalho, no Hyde Park, com neve e feira de Natal, após um jantar muito agradável. Fiquei a pensar nisto tudo e senti-me, uma vez mais, afortunada. As oportunidades que este país me tem dado, a sensação de alegria por seguir o meu sonho, e aprender - todos os dias - com gente e sobre gente de todos os cantos do mundo. Feliz Natal!!!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Home sweet home

Eu devia de ir agora para o ginásio. Pois devia. Mas com a neve a cair, e um frio de rachar, só penso no aconchego do lar. Na bebida quente, nas carícias doces, e na mantinha quente...Tão bom...Here I go!!!
E já está a nevar...

Frio frio frio

É por isso que regressar à Madeira vai saber tão bem. Até porque nunca passei o Natal em mais lado nenhum. E nem quero pensar nessa possibilidade. Entretanto, enquanto não parto, a neve ameaça...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Weekend plans!

E apesar de ter ouvido que vem ai um frio de rachar, estou super excitada com os planos de fim-de-semana. Vou para fora ca dentro, explorar um condado onde viveu, cresceu e celebrizou-se uma das minhas escritoras favoritas. Vou perder-me no countryside ingles. Portanto, faca chuva ou faca sol estes sao os planos. E hoje a noite ha jantarada de aniversario. Que venha o fim-de-semana!!!!

Looking forward to go home...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Enid Blyton (1897-1968)

À sexta-feira, a noite comecava com um mistério. Podia ler noite dentro os livros que tinha ido buscar à biblioteca da escola secundária de Machico, ou à biblioteca ambulante. A carrinha branca da Gulbenkian foi, durante anos, a única possibilidade das crianças da minha terra terem acesso a literatura. Parava no centro da freguesia, em frente à Igreja Velha.

Falamos dos anos 80, de uma vila rural numa Madeira atrasada. O truque era ir cedo ao carro, senão os melhores livros já teriam 'voado'. Os melhores, segundo os miúdos da minha idade, eram os com mais ilustrações. Pelo que nunca me sentia sem sorte, ou que tivesse que correr para os apanhar. Eram poucos os que agarravam nos livros quase sem imagens, e a Enid Blyton nunca colocou muitas imagens nas séries dos 'Cinco' e dos 'Sete'.
Agarrava dois, ia a correr para casa, e no sábado, pela hora de almoço, já tinha acabado o primeiro. As crianças inglesas, pensava eu no alto dos 10 anos, tinham hábitos diferentes, comiam umas sandes esquisitas e viviam aventuras com as quais só podia sonhar.

As séries dos 'Cinco' e dos 'Sete' foram muito importantes durante a minha infância. Determinaram, desde cedo, a minha preferência pelas letras, pela aventura e pelas viagens. A partir daí, nunca mais parei. Dei voltas ao mundo sentada no sofá, imaginava as caves escuras, as ilhas desertas com bandidos e mistérios por resolver.

Foi por isso que não hesitei em comprar a biografia da Enid Blyton, recentemente. Queria saber mais sobre esta mulher que me fez tão feliz, e foi extraordinário o que aprendi.

Enid Blyton nasceu em 1897, no sul de Londres, no seio de uma família de classe média-alta. O pai adorava música, teatro e cinema, e sempre a levou a ver espectáculos. Era a mais velha de três, e a única rapariga.

Os pais separaram-se quando tinha cerca de 10 anos, e isso afectou-a para o resto da vida. Sempre teve uma relação difícil com a mãe, e não tinha vocação para dona de casa, o que criava imensos conflitos entre ambas. De tal modo que, a partir dos 18 anos, quando decidiu fazer um curso para se tornar professora do ensino básico, nunca mais voltou a ver a mãe, e raramente viu os irmãos. Desligou-se desse mundo e criou o seu próprio mundo.

Foi uma professora bem sucedida e começou a escrever. Escrevia um livro por semana, entre 4 a 5 mil palavras por dia. E fê-lo durante toda a sua vida. Casou por duas vezes, teve duas filhas, era feliz no seu mundo de criação infantil, talvez porque sempre teve uma mentalidade de criança. Publicou enciclopédias, livros de história natural, aventuras para todas as idades e até escreveu as histórias do famoso Noddy.

Não sabia que teve uma produção literária com enorme dimensão, porque na minha Madeira(dos tais anos 80) só tive acesso às aventuras dos famosos 'Cinco' e 'Sete'. Blyton era, por vezes, uma mulher difícil, seguia apenas o que acreditava resultar e ser verdade. Não desculpava falhas, não mencionava a família (visto que o pai faleceu nos anos 20, e era a pessoa mais próxima dela), e manteve-se no seu mundo até falecer, em 1968. Teve uma carreira de inúmeros sucessos e é das escritoras mais lidas em todo o mundo. A biografia foi escrita por Barbara Stoney, poucos anos depois de morrer a escritora, com autorização da filha mais velha de Enid Blyton. Recomendo vivamente!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Os bebés são todos iguais, precisam de mimo, amor, carinho, papinha, brincadeira e soninho :)!












Oh Gouuuuuchaaaaa!

A minha amiga N., que sempre primou pelo bom gosto, discrição e elegância, foi recentemente a Veneza com o companheiro. Imagino a beleza do cenário (acho que também lá vou em breve), ela pôs-se a descrever as paisagens cinematográficas, os canais, os edifícios históricos, aquelas coisas todas lindas que fazem de Veneza a cidade mais visitada do mundo.

Quando atravessavam o canal, num dos barcos/táxi, viram uma limousine/barco a passar, com um casal apenas. A minha amiga comentou a passagem da limousine com o companheiro, e ele - que olhava atentamente - acrescentou "é o Goucha". Quem, o Manuel Luís Goucha?(perguntou ela).
"Sim", disse ele.

Então ela, no seu barco carregado de turistas, no meio do mar de Veneza, misturado com o barulho dos motores dos respectivos barcos, pôs-se a gritar: Gouchaaaaaaaaaaa, Gouchaaaaaaaaaaaaaa. Oh Gouuuuuuuuuuuuuuuuuuuchaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, Oh Gouuuuuuuuuuuuuuuuuuuchaaaaaaaaaaaaaaa!!!

Seguiu-se uma troca de palavras entre ambos (tipo olá, está de férias etc), e cada um foi à sua vida... Eu já morri a rir com esta história. Imaginar a N., com o seu ar elegante, a perder a compostura e a gritaaaaaaaar...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dois mundos...

Ontem, enquanto ouvia os discursos dos VIPs da Uniao Europeia sobre a entrada em vigor do tratado de Lisboa, reflecti. Muito orgulho, muita alegria, muitos objectivos e muita pujanca. Congratulo Portugal pelo sucesso, sem duvida, mas pensava no outro lado. Nos portugueses que estao sem emprego, sem dinheiro para pagar contas, a beira de perder o emprego, que nao se reveem nestes discursos, nesta pompa e cirscunstancia, e que olham para os decisores sem apego, sem saber o seu rumo. Poderao haver mundos mais distantes?