Disse-lhe que nao gostei do filme. O que nao significa que nao tivesse gostado de ver o filme. Nao sei se me faco entender...- P.S - Afinal, como poderia ter opiniao se nao tivesse visto?
Ando numa fase (deve ser azar) em que cada dia tenho mais certeza que quanto mais conheco os humanos mais gosto de animais. Sobretudo caes. Que sao sempre leais, calorosos e amigos. Que nao nos apunhalam pelas costas, ou tentam passar por cima a qualquer custo. O ser humano pode realmente ser degradante e mesquinho. Que tristeza!
Por alguma razão - muito boa acredito - sempre estive rodeada de pessoas que adoram cinema, e sabem imenso sobre cinema. Gosto de cinema mas nem vejo nem sei muito. Por isso, sempre me senti privilegiada por poder aprender com eles, e ver filmes que sugerem. Por outro lado, também tenho o hábito de comprar filmes sobre os quais sei pouco ou nada, só porque o argumento me parece bom, ou gosto de um actor/actriz em particular. Mas a verdade é que os cinéfilos acabam por nos influenciar, e esfriar a nossa vontade de ver determinado filme, só porque há pouco escrito ou dito sobre determinada película.
Eu, confesso, possuo telemóveis dinossauros. Estão a ver aquele modelo de há 5 anos, que era o máximo, mas está completamente fora de moda/uso? Pois é esse que eu tenho. Desde que funcione, que a bateria não esteja viciada, e que dê para fazer chamadas e enviar mensagens para mim está bom. E não me envergonho de o tirar da mala, e usar, em frente dos narizes 'high tech' que olham para o dinossauro, e respectiva dona. Sou capaz de ter um novo modelo na caixa mais de um ano, até me dar ao trabalho de passar os contactos e usar o 'novo' (que só é novo para mim) telemóvel.
Em que tenho tempo para dormir, ler, arrumar a casa e voltar à cama, ver televisão, fazer uma máscara de hidratação ao cabelo, hiper hidratar a pele, cozinhar algo sem pressa, apreciar o tempo, descansar, tomar um café bem quente enquando leio o jornal. Adoro, adoro, adoro!
Última descoberta maravilha: a loção de papaia e mango da Superdrug. É tão boa, tão boa, cheira beeeeeeeeeeeeeeem e hidrata que é uma maravilha. Não deve nada às manteigas da Bodyshop, que também adoro, é um facto, mas são muito mais caras. Existe também o formato em lata redonda. Mas eu prefiro neste formato, dá mais jeito porque o creme cai na palma da mão e não entra nas unhas, ou então é pancada minha, sei lá. Pronto, já partilhei!
São aquelas em que os desgraçados recebem chamadas delas a toda a hora. Têm de falar ao telefone 3 vezes por dia(normalmente elas falam e eles escutam), a meio da manhã, à hora de almoco e à tarde, para além das conversas 'face to face' de manhã e à noite em casa. Até fico com pena deles, coitados, já não sabem o que vão fazer à vida, nem o que dizer ao telefone. E claro, há também as sms pelo meio. 'Relações super cola 3' sempre me causaram comichões. Odeio perseguições e odeio gente cola. Nem 8 nem 80. E, não sendo a pessoa mais segura de mim, também nunca achei que com essa marcação os consigam agarrar, ou fazê-los gostar mais delas. Os homens querem-se livres, e nós ocupadas, muito ocupadas, para eles correrem atrás carago. Depois queixam-se que levaram um pontapé no rabo. Pudera, quem aguenta tanto telefonema???
Eis mais uma data, a se juntar ao Carnaval e ao dia dos namorados, que é perfeitamente dispensável. Não serve para nada, na minha modesta opinião de lady...
Talvez porque prezo muito - mas mesmo muito - a minha privacidade (e tenha um 'niquinho' de mania de perseguição), faz-me confusão que alguém diga, perante uma sala cheia de gente, que tem um encontro nessa noite, e por isso está de saia curta e mais produzida do que o costume.
A Noami Campbell foi novamente notícia por ter agredido um motorista, que estava ao seu serviço, em Nova Iorque. Obviamente que há pessoas que podem estar a querer tirar vantagem da sua fama, e muito mau feitio, para fazer dinheiro. Segundo o motorista, ela bateu com o punho e telemóvel na sua cabeça, e, consequentemente, o motorista bateu com a cara no volante.
Nos últimos dois anos, mandei para Portugal caixas de Infacol pelo menos umas seis vezes. Não fazia a mínima ideia do que se tratava. Hoje, quando o tenho que comprar, já sei explicar tintim por tintim na farmácia. Pois bem, Infacol serve para ajudar os bebés a se livrar das cólicas, e pelos vistos não existe à venda em Portugal. Agora que me preparo para enviar nova remessa, para mais uma bebé que não conheço (a filha da amiga do amigo), começo a pensar que qualquer dia monto uma barraquinha na pátria lusa. Era capaz de dar lucro...Eh eh eh... Eu, que de bebés não percebo nada, já ando a aconselhar as minhas amigas grávidas. Até estou a pensar enviar o medicamento antes que os bebés nasçam, just in case. Afinal, a sofreguidão com que mamam enche-os sempre de cólicas, taditos...
Às vezes tenho a sensação que eu é que poderia enviar aqueles e-mails dos erros dos alunos nos exames. Até tenho medo de os corrigir. Ele é com cada uma. Iti em vez de Haiti, na Alemanha a língua oficial é o espanhol, o holandês e o latim. A moeda é o dólar. Existe uma grande muralha do Egipto. Enfim, uma desgraça, e poderia escrever um texto enorme... Felizmente são a excepção, não a regra. Senão, já tinha cortado os pulsos...
Tudo começou com o meu interesse em saber mais sobre Catarina de Bragança, a infanta portuguesa que casou com Charles II, e se tornou rainha de Inglaterra, em 1662. A união era importante para Portugal porque, casar uma princesa portuguesa com um rei inglês, era uma forma de reafirmarmos a nossa independência de Castela, e 'obrigarmos' a Europa a fazer o mesmo.
Os meus alunos são os melhores do mundo. Com tanto elogio que faço a Itália, as italianas e italianos enchem-se de orgulho. A Livia, que é de Roma, sabe da minha paixão pela cidade, e o que eu gabei o café do Sant'Eustachio. Cremoso e saboroso como só lá. Vá que se lembrou de me trazer uma caixa de chocolates do Sant'Eustachio, cada bolinha com um grão de café no meio. São deliciosos e fortes, só para depois do almoço. Sim, porque à noite pode convidar a insónias. Que fofinha!
Numa tarde de fomeca repentina, lembrei-me que já não comia sushi há algum tempo. Dei então um pulo ao Japanese Center, em Picadilly, para comprar sushi fresco para o jantar. Um amigo também com fomeca acompanhou-me. Quando estávamos na fila para pagar, havia snacks junto à caixa de pagamentos e um deles era um saquinho com Wasabi. Parecem ervilhas, disse eu. Acho que nunca comi. Ele então insistiu que comprasse, 'é um óptimo snack, e estás com fome, compra, são docinhas como as ervilhas e, mais importante, um snack saudável etc'. Achei que era insistência a mais e não comprei. Ao sair da loja, ele confessou que Wasabi é tipo fogo, escalda e arrepia que nem pimenta... Com amigos destes...
Do Carnaval não sinto falta nenhuma. Não acho muita piada, apesar de já ter participado em desfiles. Mas dos sonhos da minha mãe (tradição de Carnaval madeirense), regados com mel de cana, tenho saudades. E muitas!!!
Na avalanche que é o meu dia a dia, normalmente atribulado e dando resposta a vários assuntos ao mesmo tempo, perdi o hábito de ir ao messenger com regularidade. Por essa razão, já adicionei endereços que não sei de quem são, pelo simples facto de que posso não me lembrar da pessoa e até conhecer.
Tive a (in)feliz ideia de ver, há uns meses, uma entrevista da grande jornalista americana, Barbara Walters, ao actor Patrick Swayze e à mulher, a bailarina Lisa Niemi. Falou-se do casamento de ambos, da vida em comum, dos projectos, do ter ou não filhos e, claro, da doença do actor. Fiquei arrepiada com o testemunho de Patrick, com a forma corajosa e tão digna como falava da doença, da sua relação com a mulher e do futuro.
Barbara Walters fez a difícil pergunta a Lisa Niemi de se já tinha pensado em como iria encarar a vida caso Patrick não resistisse aos tratamentos... Claro que foi seguida de um silêncio, gaguejos e lágrimas... Também não me aguentei, e fartei-me de chorar. Uma entrevista pesada e ao mesmo tempo libertadora. Eram um casal modelo em Hollywood, tiveram um casamento com altos e baixos, mas estiveram juntos até que a morte os separou...
Dona Beja: a santa e a puta. Um género de Evita do seu tempo. A biografia de Agripa Vasconcelos é uma obra valiosa, para quem pretende entender e aprender sobre esta figura do século XIX do Brasil mineiro.

Reata uma relação com António Sampaio mas anos depois dispensa-o. Ele não lhe perdoa e manda capangas espancá-la. Ela nunca admitiu saber quem foi o responsável pelo espancamento, mas fez questão que António Sampaio pagasse a vingança com a vida.
Quando visitei o museu da Universidade de Bolonha, muito rico no que toca a ciências e físico-química, vi um quadro de uma 'donna' que me intrigou. Era Laura Bassi, e dizia que foi a primeira mulher a leccionar numa universidade. 'Apontei' o nome no telemóvel, como faço tantas vezes, para me dar tempo de investigar mais qualquer coisa.
E se é verdade que notei que, no início de Janeiro, o ginásio estava mais cheio, e era difícil encontrar máquinas disponíveis, a enchente tem vindo a diminuir.
Este frio que não mata mais moí, entra pelos ossos tal qual uma avalanche e já começa a chatear. Ter neve é giro se se puder ficar em casa. O frio é reconfortante se estivermos envolvidos numa manta quente, de chávena na mão e com um bom livro/filme. Ora, como se tem de trabalhar, apanhar transportes e viver, o frio vai perdendo a piada que não ousa ter.
Embora como pessoa tivesse um distanciamento e estilo formal (que roçava o pedante), Rosa Lobato de Faria escrevia muito bem. Gostei muito do que li. E o que interessa a personalidade/feitio, e quem sou eu para julgar. Rosa Lobato de Faria foi também uma boa compositora e argumentista. Portugal esta' mais pobre.
Li no outro dia que o Mr. Tiger Woods, rico, famoso e incapaz de ser fiel, está numa clínica para desintoxicação sexual. Ou seja, é viciado em sexo e precisa de tratamento. Quer tentar segurar o casamento. Quanto ao casamento, acho muito bem. Cada um sabe de si, e essa instituição é demasiado complicada para poder julgar e opinar. Se a mulher, depois de todas as infedilidades, acha que consegue recebê-lo de volta, ou quer tentar, ela é que sabe. 'O coração tem razões que a própria razão desconhece', não é mesmo? O que me intriga são estas justificações de viciados em sexo. Será que é mesmo um vício, tal qual uma droga? E a racionalidade humana? Afinal somos cães ou seres possuídos de razão/motivação?

Quando vou a Portugal, aproveito sempre para matar saudades das revistas e jornais. Volto a Londres com dois ou três quilos de papel, de histórias e reportagens que vou 'devorando' pela manhã, e ao final da tarde, quando vou e regresso do trabalho. Sou leitora mais ou menos assídua da Máxima há muitos anos. A Happy é uma publicação mais recente, e confesso que os primeiros números me agradaram. Temas interessantes, alguns picantes, grafismo arrojado. Etc Etc. No entanto, nos últimos tempos, e na minha opinião, a qualidade dos conteúdos deixa muito a desejar. Nunca deixei de comprar a Máxima, comprava ambas. Mas para mim, sem dúvida, a Máxima é muito mais interessante.
Confesso que já não tenho pachorra para os e-mails de africanos, e mulherzinhas pelos vistos britânicas, que dizem estar a escrever da cama do hospital, onde estão quase a virar o canelo, e têm não sei quantos milhões no banco que querem partilhar comigo. Também não há a mínima pachorra para os e-mails de brasileiras que se dizem minhas amigas, e estão a mandar as fotos do evento x (sempre em épocas de grandes festividades) que mostram o casal tal em poses muito pornográficas ou escandalosas e tal e tal. É nestas horas que agradeço as variações tropicais do português, e rejeito qualquer acordo ortográfico. É só mandar tudo para o lixo, electrónico of course. Minhas senhoras e meus senhores, se não têm mais nada que fazer cortem os pulsos. Ok? Eu agradeço!