quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
RIP Paula Escarameia (1960-2010)
Acabei de saber da morte da Doutora Paula Escarameia. O ISCSP esta' mais pobre. Era uma grande academica, com um curriculo invejavel - doutorada pela Universidade de Harvard - foi tambem a primeira mulher e portuguesa a ser convidada para fazer parte da Comissao de Direito Internacional das Nacoes Unidas e era juiza do Tribunal de Haia. Era tambem uma pessoa com uma extraordinaria humildade, simpatica e sempre pronta a ajudar. Postura em nada comparada a outros doutores com menos curriculo. Tinha apenas 50 anos. Portugal e o ISCSP estao mais pobres.
E claro que muita gente nunca ouviu falar desta brilhante pessoa, com imensos livros/artigos publicados. Nao se trata de futebol, nem de acucar nos morangos, nem de mamas de silicone...
Victoria and Albert-1
A historia de amor entre a rainha Victoria e o principe Albert e' um tema que provoca paixoes, curiosidade e muito debate na sociedade inglesa. Nem vou entrar em pormenores sobre a importancia do periodo victoriano. Mas achei logica e curiosa a referencia, neste documentario de grande qualidade, sobre a infancia miseravel que ambos tiveram e de como esse 'pormaior' os fez querer ter uma familia solida, cheia de amor e numerosa.Victoria era a unica herdeira legitima ao trono.
Com a morte do pai, a mae dominou a sua infancia e criou um rigido sistema de guarda e dominio de todos os seus passos. Nao teve uma infancia feliz, nao podia pensar por si propria. Albert, que era alemao, viu o pai ter imensas amantes e a mae a sofrer. Quando a mae teve um caso amoroso com outro homem, o pai fe-la desaparecer. Albert tinha seis anos e nao voltou a ver a mae. Curioso como estas vivencias, e falhas afectivas, os fizeram querer ter exactamente o contrario. E tiveram. Amaram-se, tiveram 9 filhos, ficaram 21 anos casados, ate' 'a morte de Albert. Depois disso, Victoria viveu 40 anos de luto. O documentario divide-se em 3 partes. Deixo aqui a primeira.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Malas
Um colega traz-me uma mala em pele - linda - da Turquia. Outro diz que tambem tem uma mala para oferecer. Sim, eles sabem que adoro malas (acho que tambem tenho demasiadas), mas dai a me oferecerem os dois uma mala... Doidinhos...E...Queridos!!!
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
No, no, no, no!
Detesto bancos. Detesto quando me tentam vender tudo e mais alguma coisa, a aconselhar a melhor conta poupanca que a minha nao presta etc e tal. Estao sempre a tentar ver como nos chulam - nao basta por la' o nosso dinheiro - e eu estou sempre a dizer no thank you, no thank you. It is my money, I do whatever I want!
sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Piano e aspirador...
A sala tem um piano. Sim um piano. O senhorio disse que deixava tudo e so' tiraria o que nao quisessemos. Mas nao tem aspirador. "E' que so' sao obrigados a colocar o essencial na casa", disse o agente imobiliario. O piano e' essencial, o aspirador - numa casa com alcatifa - e' superfluo... Oh god, I am I loosing something?! :)Cartaz
Quando estive em Lisboa, em Agosto, fui a uma farmacia e havia um cartaz com a seguinte mensagem: se precisa de medicamentos e nao tem dinheiro nao os deixe de comprar, nos temos a solucao.
Fiquei a pensar o que sera' que isto significa mesmo, se darao credito para medicamentos. Dar esta informacao aos clientes so' pode querer dizer que ha' muita gente que nao consegue comprar os medicamentos que precisa. Que pais e' este?!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
High Street Kensington

Recentemente dei por mim a deambular pela 'High Street Kensington'. Penso que a minha rua preferida em Londres. Traz-me boas recordações. Quando visitei Londres pela primeira vez, já lá vão 7 anos, fiquei na casa de uma amiga que vivia em Notting Hill e achei a zona espectacular. Lembro-me de um supermercado em particular, que entretanto fechou, da diversidade e qualidade dos produtos, e levei da cidade a melhor das impressões. Tanto que 3 meses mais tarde mudei-me para Londres. Desta vez, enquanto andava sozinha por High Street Kensington, pensei nesses tempos, e nos tempos de agora. Voltei a entrar nas lojas de que gosto, encantei-me com a qualidade soberba do Whole Foods, um supermercado de comida biológica gigante e delicioso. O espaço fez-me sentir classe-média :), não há nada como saber a que mundo pertencemos, os corredores e as caixas nunca têm muita gente. Gosto realmente desta rua, da mistura posh e trendy, do 'british style'. Mas gosto sobretudo de Londres. Com todos os seus defeitos e qualidades. E quando não gostar mais voltarei a partir...quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Casa da felicidade - House of mirth
Baseado no clássico de Edith Warthon, 'A casa da felicidade' foi um filme que me surpreendeu pela positiva. Escolhi sem expectativas. Retrata a sociedade nova-iorquina do início do seculo XX. É a história de uma mulher - Gillian Anderson - que escudada por uma vivência confortável, na casa da tia rica, envolve-se em negócios pouco femininos e que a deixam endividada. Gillian Anderson é uma mulher bonita, e em idade casadoura, que procura casar bem mas também procura o amor. Apesar de se mover num círculo de conhecidos influentes, acaba por cair em desgraça. O drama é, curiosamente, acentuado pela sua atitude de grande dignidade. Um bom argumento, com excelentes actores, que explora as vidas e hipocrisias de uma sociedade abastada e falsa. Recomendo!!!
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Receita
O arroz de pato que fiz este sábado ficou 5*. Já tinha feito anteriormente. Tinha ficado bom mas nada que se compare. Os amigos aprovaram, e já posso dizer que sei fazer um 'arroz de pato' à chefe Silva!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Eat Pray Love
Fui ontem ver o filme. Sai de la' - quer dizer, eu e as duas pessoas que estavam comigo - com uma vontade enorme de ir para um restaurante italiano. E assim fizemos... Reconfortar o estomago, e a alma, 'a boa maneira da Elizabeth Gilbert. O filme foi normal. Nada de especial, serve para entreter e vale pelas paisagens soberbas dos sitios por onde ela passa. Ja' vi melhores adaptacoes ao cinema. O livro e' tambem melhor. E quando digo que e' melhor refiro-me 'a experiencia de vida da Liz, da forma como resolveu lidar com a depressao e da viagem pela vida e pelo mundo. Nao e' de literatura que se fala mas sim da coragem de quebrar a rotina, a forma intimista como retrata o divorcio e a depressao. Mas nao se espantem se sairem do cinema com fome!
domingo, 26 de setembro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Eat, Pray, love!
Estreia hoje nas salas de cinema em Londres, e devo ver muito em breve. Quero recordar as paisagens de Itália que tanto amo, a maravilhosa passagem por Bali há 8 anos (o tempo voa mesmo), e a viagem pelas páginas do livro que também adorei. A Índia é, ainda, território desconhecido. Mas com a quantidade de amigos indianos que tenho, e sítio para ficar, não vai levar muito tempo. E depois, claro, há o Javier Bardem e a Julia, e toda uma série de mensagens positivas.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
República Centro-Africana
P.S - O marido de uma prima afastada tinha por hábito dizer, quando achava que a mulher estava mal vestida, 'pareces uma bandeira de África'...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Frances Burney
Para quem gosta da escritora Jane Austen, do período georgiano e dos seus romances, há outra escritora a quem deveria ser dada maior atenção. Chama-se Frances Burney e era também umas das escritoras preferidas de Jane Austen. Digamos que 'Fanny Burney', como era conhecida, foi a Jane Austen antes da Jane Austen. Fanny era mais velha que Jane, nasceu em 1752, mas teve uma vida mais longa e morreu em 1840. Jane Austen adoeceu e morreu muito nova, em 1817. Mas a que propósito falo hoje de Fanny Burney? Porque escreveu uma frase, algures no século XVIII, que continua a ser muito actual:
“Traveling is the ruin of all happiness! There's no looking at a building after seeing Italy.”
A escritora descobriu os encantos de Itália e, depois disso, é difícil se impressionar com qualquer outro edifício, seja em que país for.
Fanny Burney tinha, ao contrário de Jane Austen, uma vida social boémia, era uma mulher mais vivida, frequentou a corte, viajou e viveu no estrangeiro, e era culta. O pai, Charles Burney (1726-1814), foi um conhecido músico, historiador e compositor inglês.
'Evelina', um dos seus grandes romances, publicado em 1778, é ainda hoje popular. Fanny Burney é considerada uma das primeiras romancistas britânicas, deixou diários com informação valiosa sobre os hábitos sociais e literários da época, publicou vários livros e interessava-se, sobretudo, pela vida dos aristocratas, fazendo uma sátira à sociedade e às pretensões dos que decidem. O seu contributo literário, e histórico, só recentemente começa a ser estudado e dado a conhecer. Há uma óptima biografia sobre a sua vida e obra, escrita por Claire Harman.
Em 1918, Virginia Woolf descreveu Fanny Burney como a mãe da literatura inglesa. Acredito que a escritora ainda nao é muito conhecida porque os seus livros não captaram a atenção do pequeno écran, e não conheço adptações, séries ou filmes baseados na sua obra. Uma falha e uma pena.
Revistas das farmácias
A qualidade das farmácias em Londres não se compara às portuguesas. O próprio conceito é diferente, sendo que aqui têm uma vertente mais comercial, e de grande superfície, embora o atendimento seja, por norma, muito cordial e os preços não tenham nada a ver: muito mais baratos do que em Portugal. Os meus amigos levam sempre carradas de cremes, produtos e medicamentos quando cá vêm. Em Portugal, cada farmácia é um espaço único, conservador - no bom sentido - e com profissionais que sabem o que fazem. Mas há uma coisa que adoro em Inglaterra, são as revistas das farmácias que dão informação sobre os produtos, descontos, testemunhos de pessoas que usam a laca x e o verniz y etc. As revistas são gratuitas e muito úteis!sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Javier e Penélope
Diz que sim, que vão ser papás. Ainda bem, fazem um casal giríssimo e têm dinheiro que se fartam!E se eu não 'Bimbar'?
Às vezes aventuro-me nos tachos, tento criar ou recriar um prato clássico ou novo. Gosto imenso de cozinhar se não for por obrigação, e quando não tenho ideia de como 'desenvolver' determinado prato, venho à net à procura de dicas e inspiração. Há por aí bons blogues de cozinha. Mas também há uns que são 'Bimbydependentes', o que é uma chatice. Uma pessoa entusiasma-se e depois vê que não dá, que sem Bimby não vai lá. Mas será que já não se cozinha sem Bimby? E a Bimby é mesmo um bom acessório?terça-feira, 14 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Parabéns Alcinda!
In style does not have to cost the world!
A nova edição da revista 'In Style' (Outubro de 2010) dedica três páginas a produtos que são altamente úteis para as mulheres em geral. Mas afinal que informação é essa? Produtos de beleza - desde cremes a champôs, passando por espumas - que são de muito boa qualidade mas a preços igualmente simpáticos. Ou seja, gostaria de ter um 'creme de la mer' mas não pode comprar? Não se preocupe... O produto X, da marca Y, é igualmente bom e custa 15/20 euros. Já as guardei religiosamente, e até comprei dois produtos porque estava a precisar, e com bons conselhos tanto melhor. Depois, se quiserem, eu partilho.sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Grace Kelly


O 'Victoria and Albert Museum' em Londres aloja, ate' ao final deste mes, uma exposicao sobre a princesa do Monaco, Grace Kelly. Nao e' generalista, e na minha opiniao ate' deveria ser designada 'Os vestidos de Grace Kelly', porque e' mais disso que se trata. Para alem de varias pecas de vestuario, algumas malas, chapeus e joias, a exposicao mostra dois videos sobre a princesa, o Monaco e a sua passagem pela setima arte. Grace Kelly era uma mulher muito bonita e graciosa, cheia de luz e glamour, elegante e com elevado bom gosto. Tinha pose de princesa mesmo antes de o ser. Grace e Rainier faziam um casal muito bonito, ele era charmoso e igualmente requintado. Grace Kelly era uma actriz americana que se apaixonou por um principe, com ele casou e foi viver para o Monaco. Conto de fadas? Deve ter sido 'as vezes, outras nem tanto. Afinal, sao dois comuns mortais que tambem tinham os problemas dos casais normais. E por falar em problemas, confesso que por muito arejada que seja nao consigo encaixar nesta historia a vulgaridade da princesa Stephanie. Era a rebelde, a que acompanhava a mae no carro quando Grace teve o acidente e morreu, e acredito - sabendo muito pouco - que tenha traumas. Mesmo assim nao sei como e' que a filha Stephanie se encaixa nesta familia. Ou seja, nao encaixa. quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Há sempre aspectos por resolver...
(Jornalista) "... Há, de facto, muitos sistemas políticos que sujeitam as crianças a verdadeiras lavagens ao cérebro. Tiram as crianças aos pais, à força, e vão transformar essas mesmas crianças em granadas úteis ao regime.Angelina Jolie - Sem dúvida. Mas, durante as filmagens, de quem me lembrei foi do meu filho Pax. O Pax tinha três anos quando o vimos pela primeira vez, num orfanato no Vietname. O método era este: a comitiva do orfanato e os pais potenciais vão pelo corredor fora, depois entramos num dormitório em que há cerca de 20 caminhas metálicas, e no momento em que a enfermeira bate as palmas, quando vamos a entrar, as crianças levantam-se, descem da cama para o chão e colocam-se em fila indiana. O momento em que ele me partiu o coração foi quando tentámos dar-lhe um ursinho de peluche. Gostou imenso. Mas devolveu-me o boneco, com a enfermeira a explicar que ele não estava habituado a ter coisas só dele. Não é que o Vietname tenha feito um mau trabalho nos orfanatos. Viviam-se momentos de crise, havia muitas crianças e uma maneira de gerir a situação é estruturar tudo até ao pormenor. Foram crianças educadas com pouca liberdade. Há momentos em que ainda vejo isso no Pax. É um miúdo cheio de amor. Mas há nos olhos dele um bocadinho da vida que ele teve no orfanato. Há momentos em que precisa mesmo de saber onde é que estão as coisas dele. Há aspectos por resolver. Há sempre aspectos por resolver quando fomos programados de certa maneira.
In revista 'Única', Expresso
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
O que gosto em Londres?
A diversidade cultural
O preço dos livros
Ter restaurantes de todo o mundo
Ter amigos de vários países
O que não gosto:
O preço dos transportes
Esta lista está só no começo. Há mais coisas que gosto e não gosto!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
LER
Porque gosto da revista Ler? Abre-me os olhos, questiona, explora, dá-me títulos a conhecer, aborda, debate, é bem escrita, faz-me sonhar, isola-me do mundo, lança-me ao mundo, revela o que está a ser publicado em Portugal, aborda temas actuais e clássicos e tem entrevistas grandes, muito grandes, fascinantes, grandes. Leio as primeiras 4 páginas e ainda tem mais, muito mais, que posso acabar mais tarde. A Ler aproxima-me de génios, terrenos, almas fascinantes. Só tenho pena de não a ter sempre, todos os meses. quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Quando a boca cala.... o corpo fala
Este alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
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