segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Tempo de arrumar gavetas!

E depois de um fim-de-semana frouxo, com a saúde aos ziguezagues, ao menos esta semana não vai ser muito pesada. Espero poder colocar uma série de coisas em dia. A ver vamos!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

São tão bonitas as cores de Outono. Sabem tão bem estes dias mais frios.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

All shapes are beautiful

A nova linha de lingerie de Outono - da conhecida cadeia Marks and Spencer - usa modelos de todos os tamanhos e feitios. Representam mulheres reais, com curvas ou não, lembrando que o conceito de beleza é tudo menos rígido. Gosto!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O racismo e a Sérvia

Já não é a primeira, nem a segunda nem a terceira vez que oiço falar de problemas de racismo com jogadores negros e os apoiantes da selecção de futebol da Sérvia. Pelo menos por duas vezes foi com jogadores da selecção inglesa, apupados e injuriados durantes jogos inteiros.

Tive um colega sérvio durante o mestrado com quem tinha uma relação cordial. Não era meu amigo, mas até fui à Sérvia assistir a uma conferência sobre Turismo, a seu convite. 

Embora comigo tenha sido impecável, sei que é racista em relação aos negros (para além de ser comunista, mas com isso posso eu bem). E isto leva-me a pensar o que é que se anda a ensinar em casa, e nas escolas, naquele país...

domingo, 21 de outubro de 2012

English Rose ... 10

Michelle Dockery

Empadas de galinha

Ontem experimentei fazer empadas de galinha e fiquei super contente com o resultado. Dão trabalho mas vale a pena, sobretudo se se fizer a receita completa e depois congelar as empadas, o que não foi o caso. Fiz só com metade dos ingredientes, como era a primeira vez que meti mãos à obra, e reduzi em muito a quantidade de manteiga que a receita sugere. O sabor é que ficou por inteiro. Muito boas. Acho que já posso abrir uma tendinha :)!

sábado, 20 de outubro de 2012

Douwe Egberts

Gosto imenso do café instantâneo da 'Douwe Egberts'. É de origem holandesa, tem boa qualidade e óptimo sabor. Agora acabaram de lançar as versões com um toque de baunilha, caramelo e avelã. Mal posso esperar para poder experimentar!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Do sabor à saudade

A tia Maria André tinha medo de dormir em casa sozinha. Quando o tio Elias partia para a sua viagem anual ao Porto para visitar amigos, um luxo na Madeira dos anos 70 e 80, ela pedia à minha mãe que me deixasse ficar com ela. Dormiria na cama de solteira, ao lado da cama do casal.
 Nascida em 1913, a tia Elias (como era conhecida entre nós) tinha uma mentalidade muito aberta. Muito mais que muitos dos jovens de hoje. Tinha uma figura esguia e língua bem afiada, mas não para maldizer ou falar da vida dos outros. A tia Elias usava esse à vontade para dizer sempre o que pensava e para dar conselhos. E dava muitos. 
 Hoje lembrei-me dela porque o meu homem fez ontem um prato ao jantar, que repeti ao almoço, que tinha o sabor dos seus cozinhados. Doces, apurados, bem cozidos, ricos, tradicionais, únicos.
A tia e o tio Elias não tiveram filhos. Não conseguiram. Para compensar, adoptaram os sobrinhos e os sobrinhos netos, como eu, e davam-nos bolachas e ovos escalfados ainda moles, produção das galinhas caseiras que andavam pelo quintal. 
Quando ia para lá dormir, nós rezávamos as duas e adormecíamos ao sabor das ondas. Deitada na cama conseguia ouvir o rebentar das ondas do mar, e o cheiro a maresia se misturava com o barulho dos motores dos barcos de pesca. A sua casa ficava a 10 ou 15 metros da praia. 
Ao raiar do dia, a tia preparava uma chávena de café Mokambo com leite e servia fatias do seu pão caseiro. E como eu adorava o seu café com leite e o pão caseiro. O cesto do pão ficava pendurado num gancho que saía do tecto, a sala de jantar era baixa.
Desde que a tia partiu nunca mais lá voltei. Acho que não consigo ou se calhar não quero. A casa foi herdada por uma das suas sobrinhas e está fechada. 
 No fundo, prefiro guardar as memórias de infância: uma casa cheia, perfumada pelos seus cozinhados e pelo pão com batata doce que ela amassava e cozia nas tardes de domingo. 

Da história do 'cannolo'...

O dia estava frio mas o sol dava um ar da sua graça. Estávamos em Roma, em Fevereiro, a serpentear as ruas próximas do Coliseu, e demos de caras com uma montra de padaria que mais parecia um museu. Antiga, bem decorada, asseada e com bolos e bolinhos, alinhados e desalinhados, com um aspecto tentador. Resolvemos escolher alguns, uns dois ou três, para lancharmos à tarde. Sem sentimentos de culpa, pois andávamos a pé o dia inteiro e as calorias seriam eliminadas. Aliás, não me lembro de ter andado tanto e usado tão pouco os transportes públicos, numa grande cidade. Nesse dia compramos, sem conhecer, um 'cannolo siciliano' e a nossa vida mudou... Estou a exagerar, claro, mas isto para dizer que esta iguaria italiana é assim para lá de espectacular. Bom, bom, bom!

No último jantar do 'Gangue de Westminster', chamo assim ao grupo dos meus queridos ex-colegas de mestrado e amigos, perguntei ao C., que é italiano, onde é que posso encontrar os melhores 'cannolos' em Londres. «Não me desiludas, sendo italiano és a melhor pessoa para me informar», avisei. Ele disse que há um restaurante próximo de onde vive, na bonita zona de Greenwich, que tem pratos óptimos e uns 'cannolos' fantásticos. «Mas o serviço é muito mau», acrescentou. Pedi que explicasse... «Eles fazem entregas a casa e pedi, há uns meses, que fossem entregar alguma comida. O gajo chegou lá e jogou os sacos de comida, quando abri a porta, nem boa tarde, nem obrigado, nada... Fui atender a porta NU, é verdade, porque tinha tomado banho e estava a acabar de me secar. Ainda assim não era caso para me tratar daquela forma», disse ele indignado.

Hiper gargalhada na mesa. I love him so much :)!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Always...

Austeridade para quem?

Ainda não percebi como é que este governo pretende fazer crescer a economia quando, todas as semanas, apresenta medidas de austeridade que deixam a população cada vez mais pobre e espremida, a contar tostões, a cortar em tudo o que pode, a tentar sobreviver. Como é que o comércio irá resistir quando as pessoas são obrigadas a mudar, de forma drástica, os seus hábitos de consumo?
Também ainda não percebi porque é que não se corta à grande, e a doer, no orçamento dos ministérios, nos assessores, nos carros, no número de deputados na assembleia, nas fundações e associações. Se o povo sofre, o governo também tem de jorrar sangue...
É que antigamente ainda se utilizava 'linguagem coméstica', nas conferências de imprensa, para explicar o aumento de impostos. Hoje quem nos governa já não tem vergonha na cara. Assumem que a carga de impostos é brutal e andam em carros de alta cilindrada, pagos por todos nós. Fiats Punto e transportes públicos para todos eles, cortes, cortes e mais cortes!!! Não nos ponham a comer batatas quando com o nosso dinheiro andam a devorar bifes...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

sábado, 13 de outubro de 2012

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Todos diferentes, todos iguais!

Quando oiço falar sobre diferenças culturais, choque de ideias, discussões e falta de entendimento, devido a nacionalidades, religião e hábitos, lembro-me sempre dos meus momentos no 'quarto da meditação', ou como se diz aqui: 'prayer room'.

Muitas empresas em Londres têm um espaço que é usado pelos funcionários para ir rezar, meditar ou relaxar, durante a hora de almoço ou quando precisam de uma pausa. Eu, o meu colega hindu e um outro colega muçulmano vamos muitas vezes rezar/meditar juntos.

Conhecêmo-nos há cerca de 6 anos e damo-nos muito bem, apesar de termos opiniões diferentes sobre tudo e mais alguma coisa. São dois colegas e dois amigos que me ouvem, ajudam e apoiam, e têm de mim a mesma entrega. Sentamo-nos, rezamos, cada um à sua maneira, e 10 minutos mais tarde voltamos ao trabalho. Portanto, não me digam que o entendimento é impossível. Mentalidade tacanha é que é dura que nem ferro!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

La vita e bella ♥

Hoje de manhã nos lembrámos das saudades que temos de Itália, e de como somos felizes por lá. Temos que agendar qualquer coisa. Mas por agora há imenso que resolver, e a que temos que nos dedicar. Quem sabe um fim-de-semana prolongado em 2013 :)?!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Viagens na minha terra


Eu, portuguesa das Ilhas, confesso que conheço mal o meu país. Que amo Lisboa (acho que até mais do que a minha Ilha) e que ando, de há uns tempos a esta parte, com uma vontade visceral de explorar a Região interior e litoral de Sintra (assim uns valentes dias para poder vagabundear) e o Douro da Ferreirinha e do Eça. Portugal que me aguarde. Não será programa para a próxima visita, que será curta, mas estas duas aventuras têm de ir para o terreno mais cedo do que tarde!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sopa na caneca

E depois, numa bela tarde de Outono, apetece beber uma sopa daquelas instantâneas e uma pessoa percebe que o tempo quente, que teve os seus dias, está de férias. O frio, que ainda não corta, vai-se instalando...

De coração cheio

Quando tenho, por razões profissionais, de consultar teses escritas pelos meus ex-alunos e volto a ler a página dos agradecimentos, que ficam para a posteridade, fico a modos que emocionada. Não há dinheiro que pague a sensação de satisfação, e alegria, por ver que inspirámos e ajudámos alguém a ultrapassar uma meta e que não nos irá esquecer.
Tive recentemente mais dois exemplos. Trata-se de um aluno que está prestes a acabar a pós-graduação, e que no final da apresentação do trabalho, em que estava a ser avaliado, quis dedicar-nos algumas palavras (a mim e ao meu colega). Lembrou-nos do seu início complicado, das batalhas que teve de vencer, da dificuldade para se adaptar ao sistema de ensino britânico, tão diferente do seu país, e de como estava orgulhoso por ser capaz de fazer uma boa investigação e apresentar os resultados. Fiquei tão feliz.
No final da tarde, desse mesmo dia, encontrei-me com outro aluno. Ele está a fazer mestrado numa grande universidade, e pediu-me que nos encontrássemos para lhe dar uns conselhos. Uma vez mais reparei na mudança radical, no menino que me chegou às mãos (tinha uns 18 anos) e do homenzinho já licenciado e bem mais maduro. E novamente palavras de amizade e agradecimento para comigo. Os tempos não andam fáceis, acho que para ninguém que viva na Europa, mas é por sentir que posso ajudar, e que faço a diferença, que batalho todos os dias!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Choco/sal

Já experimentaram trufas de chocolate salpicadas com pedrinhas de sal marinho? Se ainda não, façam isso e sejam felizes!