domingo, 26 de agosto de 2018

Cup of tea please!

Quando os almoços e os jantares  começam a ser acompanhados por uma chávena de chá, é porque o tempo está a mudar. E ainda bem que está mais fresco, e que a chuva ainda mais regular.

domingo, 8 de julho de 2018

Conversas femininas no ginásio...


''Mas que calor, mais vale ficar cá dentro, começa a ser insuportável''... ''É verdade, esta onda de calor está a durar''.... ''Há um mês assim, sol todos os dias, precisamos de uma tempestade''... ''Ai sim, sim, precisamos mesmo. Nem que seja só pelo jardim, que está seco que nem palha''...

É assim por estes lados. Há um mês que não chove, há um mês que os dias estão quentes e de sol. E a malta anda afogueada. Confesso que uma chuvinha sabia bem. Mas espero que os dias quentinhos continuem por mais um mês, ou dois!

quinta-feira, 21 de junho de 2018

O Verão

As previsões dizem que vamos ter um Verão longo e de muitos dias quentinhos. E como adoro as Primaveras e Verões ingleses, não poderia estar mais satisfeita. Bem-vindo senhor Verão!

sábado, 19 de maio de 2018

Felicidades aos noivos


A Meghan é uma míuda - mulher - de causas, com os pés assentes na terra, bonita, equilibrada e bem formada. O Harry faz parte de uma das famílias mais famosas e protocolares do Mundo, era visto, até não há muito tempo, como um príncipe rebelde e está cada vez mais envolvido em causas sociais e humanitárias. Mais importante do que tudo, estes dois estão muito apaixonados e merecem ser felizes.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Twickenham e D. Manuel II, o último rei de Portugal

Andava há muito tempo para visitar o museu de Twickenham, nos arredores de Londres. Como trabalho nesse município, fui adiando a visita para uma altura mais oportuna. Esta semana, durante a hora de almoço, dei lá um pulo. Já me tinham dito que o museu tinha alguma informação sobre um residente famoso do passado, o último rei de Portugal, D. Manuel II. 
Foi para Twickenham que veio viver no exílio, após a implantação da república em 1910. Ainda bem que fui ao museu. Ainda não tinha conseguido encontrar uma fotografia da casa onde viveu o monarca, Fullwell Park, apenas tinha visto serigrafias. O Museu de Twickenham tem uma foto da propriedade e outra do rei D. Manuel com amigos. A casa foi demolida nos anos 30, do século passado, e mais tarde construíram casas e apartamentos. 
Achei piada ao facto de haver três desenhos do rei feitos por crianças. Um quando era novo, outro na meia-idade e um último já idoso. Acontece que D. Manuel II morreu com 42 anos, em Fullwell Park, uma morte misteriosa que ainda hoje está por explicar. Como tal, nunca chegou a ser idoso.
Nesta zona de Londres, existem também várias ruas que fazem alusão à presença do monarca e referência a Portugal, como a Manuel Road, Lisbon Avenue e Portugal Gardens.
A próxima visita será à igreja católica de St. James, frequentada pelo rei e pela família, pois sei que D. Manuel II ofereceu alguns pertences que ainda hoje são usados.

Fullwell Park: a casa onde viveu D. Manuel II com a esposa
D. Manuel II (em pé, esquerda para a direita)


domingo, 18 de fevereiro de 2018

A página do Facebook

Amigos, por motivos que desconheço o facebook apagou a página Penseiquesabia.
Vou tentar reactivá-la e depois dou notícias. O blogue anda calado mas não está morto :).
Beijinhos a todos!

domingo, 31 de dezembro de 2017

domingo, 24 de dezembro de 2017

sábado, 23 de dezembro de 2017

O tio Manuel do Curaçau

O meu pai tinha dois anos quando o tio Manuel emigrou para o Curaçau, nas Caraíbas. Era irmão da minha avó paterna, Maria, e, segundo os meus cálculos, deixou a Madeira em 1952. Não me lembro de ouvir falar dele em criança, embora tenha uma vaga ideia de ouvir comentários sobre a família do Curaçau. O tio Manuel só voltou à Madeira 50 anos depois, em 2002. Um dia estava em casa nos meus afazeres e o meu pai chamou-me num tom de urgência e excitação: Rubi vem cá, vem conhecer o tio Manuel do Curaçau". Desci e fui cumprimentar um tio desconhecido, até para o meu pai que era seu sobrinho legítimo. Mas o meu pai estava visivelmente feliz com a visita. O tio Manuel era um homem simpático e calmo.
Ele contou ao meu pai que tinha ido visitar a irmã Maria, a minha avó. Quando se aproximou da porta, que estava aberta, e bateu a minha avó olhou para ele e disse: "se vem vender tapetes pode ir embora, tenho muitos e não preciso de comprar mais", ao que ele retorquiu: tapetes? Maria sou eu, o Manuel, o teu irmão".
Acho esta história hilariante, embora não me surpreenda. A avó Maria era assim toda despachada e sem papas na língua. Tinha um feitio duro e nem sempre afável, tal como o meu pai. Tenho pena de, na altura, não ter a maturidade e a mesma curiosidade pelas histórias de emigração que tenho hoje. E de poder saber, pela voz da primeira geração, como foi a aventura do tio Manuel e da sua família no Curaçau.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Jane Eyre de Charlotte Brontë


Acabadinha de ler o 'Jane Eyre', fiz uma viagem mental à vila de Haworth, no condado de Yorkshire, que tive a sorte e o privilégio de ter visitado há três ou quatro anos. Foi um dia maravilhoso em que visitei a igreja onde o reverendo Patrick Brontë, pai das escritoras e um homem das letras, celebrava missa no século XIX, a casa paroquial,onde a família vivia, lia e escrevia, e a própria vila de Haworth que é encantadora (como podem ver na foto).
Em muitas destas ocasiões acontecem coisas que me emocionam. No livro Jane Eyre, de Charlotte Brontë, o tio de Jane Eyre vai viver para a Madeira e, ao morrer, deixa-lhe a sua fortuna pessoal. Para Jane foi uma ajuda gigantesca pois era orfã e ganhou a sua independência financeira. 
Mas voltando à igreja de Haworth, quando estava a visitar o interior um funcionário pediu que assinasse o livro de visitas e colocasse de que país vinha. Escrevi Portugal e ele perguntou de que parte de Portugal era. Quando disse que era da Madeira ele ficou muito entusiasmado e afirmou o seguinte:''o actual reverendo adora a Madeira, todos os anos vai de férias e fica hospedado no Funchal''. Mas que coincidência engraçada.
Essa semana de férias em Yorkshire foi realmente marcante. Não só pela visita a esta histórica vila, para sempre ligada à família Brontë, mas também pela nossa estadia em Scarborough e Whitby, pequenas cidades à beira-mar. Anne Brontë está sepultada em Scarborough e fomos visitar a igreja e a sua campa. Tenho que arranjar tempo para partilhar algumas fotos dessa semana. Tenho a certeza que iriam gostar de ver.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O texto mais lido do blogue

Ainda que a vida deste blogue ande aos solavancos, o meu texto mais lido e comentado fala sobre a história de Dona Beija de Araxá, e foi escrito em 2010. Volta e meia, tenho comentários até de pessoas que dizem ser descendentes de Dona Beija. Infelizmente, também verifiquei que o texto já foi copiado inúmeras vezes, e publicado noutros blogues e websites, sem fazerem qualquer referência à fonte. São mais prostitutos que Dona Beija :). O texto está aqui.

sábado, 1 de julho de 2017

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O spam por descobrir

Hoje descobri que há 'spam' no blogue. E tinha umas centenas de mensagens por moderar. Venda de viagra, porno, publicidade, mensagens de robots cibernéticos e, pelo meio, alguns comentários a textos publicados. Apaguei o que não interessava e publiquei os comentários das pessoas reais. Alguns eram de 2013. Desculpem a demora, tá? :)

sábado, 21 de janeiro de 2017

Palácio de Blenheim, 20 de Janeiro de 2017

"Querido filho,

São agora 2:50 da tarde e ontem completaste 9 meses. Estou sentada à janela do quarto onde nasceu um grande estadista do século XX, o senhor Winston Churchill. Aproveitei que andavas a mostrar sinais de fadiga, e a necessitar do teu soninho da tarde, para preparar o teu leite neste cantinho. Ninguém me disse que não podia aqui fazê-lo. Estás deitado ao meu lado, no teu carrinho, e agora dormes uma bela soneca. O quarto está pouco iluminado; deve ser para que o sol não estrague o papel de parede, os quadros e as madeiras, para que possam continuar a mostrá-lo ao Mundo. Olho para a cama onde nasceu o senhor Churchill, e para a cadeira onde a mãe se sentou com ele pela primeira vez, e desejo, meu filho, que te inspires nos grandes estadistas.
Sabes, é uma coincidência mas hoje, do outro lado do atlântico, toma posse um presidente que não nos inspira... Os tempos são de muita parra e pouca uva de qualidade... Espero que sejas um homem de paz. Que a diversidade e a diferença da raça humana sejam para ti uma fonte de curiosidade, e não de medo. Que procures ter bons princípios e ser feliz, para assim fazeres felizes os que te rodeiam. Tão descansado é o teu soninho que suspeito que a essência do senhor Churchill te está a fazer bem.

Tua mãe" 


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A Madeira, Maximiliano e a Princesa Maria Amélia

Uma história de amor bonita e bem contada, mesmo que manchada pela tristeza, gera sempre curiosidade. E foi com essa curiosidade que descrobri uma princesa que não conhecia, um aristocrata que se tornou o primeiro imperador do México e a ligação de ambos com a Madeira.
Vamos por partes. Aqui há uns anos, quando trabalhava na minha ilha, fiquei a saber que a casa real da Suécia apoiava financeiramente o Hospício Princesa D. Maria Amélia, no Funchal, que hoje funciona como jardim de infância, escola primária, lar de idosos e orfanato. A rainha Silvia da Suécia e a sua filha, princesa Victoria, já estiveram na Madeira a visitar o hospício. Só não sabia a razão de ser do apoio. Agora que sei vou partilhar a história.
Maria Amélia era uma princesa do Brasil. Era filha única do segundo casamento do Imperador D. Pedro I do Brasil, (D. Pedro IV de Portugal) e da sua esposa dona Amélia de Beauharnais. Maria Amélia nasceu em Paris em 1831. Quando tinha apenas um mês, o seu pai foi a Portugal para lutar pela coroa portuguesa e restituí-la à sua filha mais velha, a Rainha D. Maria II. Ficou orfã de pai ainda nem tinha 3 anos, pois D. Pedro morreu de tuberculose.
Princesa Maria Amélia (1831-1853)
Após a morte do pai, a princesa Maria Amélia ficou a viver em Portugal porque no Brasil não era reconhecida como membro da casa imperial, por ter nascido no estrangeiro. Só foi reconhecida em 1841. A mãe não voltou a casar e ficaram a viver em Lisboa no Palácio das Janelas Verdes. Dedicou-se à educação da filha e não voltaram ao Brasil. Maria Amélia cresceu e tornou-se uma jovem educada, inteligente e muito bonita. Desenhava, pintava, tocava piano e falava português, francês e alemão. Vivia com a mágoa de ter perdido o pai tão cedo.
Dada à sua posição e conexões familiares, convivia com membros da realeza europeia e conheceu, em Munique, em 1838, o arquiduque Maximiliano da Áustria. Entre 1838 e 1850 viajou pela Europa com a mãe, visitando familiares que pertenciam a diferentes casas reais. Em 1852, Maximiliano veio a Portugal visitá-la. As suas famílias tinham ligações de sangue pois a mãe de Maximiliano era meia-irmã da avó de Maria Amélia, sendo por isso tia-avó da princesa. Eles apaixonaram-se e ficaram noivos, embora o noivado não tenha sido oficialmente anunciado.
Arquiduque Maximiliano e a sua esposa princesa Carlota da Bélgica

Em 1852, Maria Amélia contraiu escarlatina e ficou com uma tosse persistente que não desapareceu durante meses. O médico da família real aconselhou-a a ir para o Funchal passar uma temporada. O clima da ilha era conhecido por ser benéfico para o tratamento da tuberculose. Há fontes que dizem que foi o próprio Maximiliano que a aconselhou a ir para a Madeira, pois já tinha visitado a ilha. O arquiduque era irmão do Imperador da Áustria, Francisco José, e por isso cunhado da Imperatriz Sissi. Terá sido ele que também aconselhou Sissi a procurar os ares da Madeira, quando as tosses e a depressão lhe afectaram.

A princesa Maria Amélia chegou com a mãe à Madeira em Agosto de 1852. Uma multidão eufórica lhe veio dar as boas vindas. Apesar de doente, Maria Amélia gostou muito da Madeira. Dizia mesmo que se recuperasse a saúde, queria voltar para fazer caminhadas na montanha e passar mais tempo na ilha, para descobrir os seus encantos. Infelizmente a saúde não melhorou e faleceu com 22 anos, no Funchal, em Fevereiro de 1853.

Imperatriz Amélia de Beauharnais (mãe da princesa Maria Amélia)
Maximiliano ficou muito afectado com a perda da sua amada e passou a usar um anel com um cacho de cabelo da princesa. Casou por conveniência com a princesa Carlota, a filha do rei da Bélgica, mas nunca esqueceu a princesa Maria Amélia. A prova disso foram as viagens que fez, mesmo depois de casado, pelos lugares que a princesa Maria Amélia visitou. Maximiliano esteve na Madeira várias vezes e escreveu o seguinte:

“Here died, of tuberculosis, on 4 February 1853, the only daughter of the Empress of Brazil, an extraordinarily gifted creature. She left this flawed world, pure as an angel who returns to Heaven, her true native land.” 

Após a morte da filha, a imperatriz Amélia de Beauharnais decidiu que queria perpetuar a sua memória e ajudar os que mais precisavam. Quis então construir um hospital para os doentes tuberculosos mais pobres. O edifício começou a ser edificado em 1856 e em 1862 já recebia doentes. Chamou-se hospício Princesa D. Maria Amélia e funciona até hoje. Maximiliano visitou o espaço e financiou o hospital durante vários anos. O arquiduque também visitou a casa onde faleceu a princesa Maria Amélia, a Quinta Vigia, que é hoje sede do governo regional da Madeira. Fica situada a pouca distância do hospício. Nas suas memórias escreveu o seguinte:

 “the life [was] extinguished that seemed destined to guarantee my own tranquil happiness”.

 Hospício Princesa Maria Amélia, Funchal

A imperatriz Amélia de Beauharnais apoiou financeiramente aquela obra social até morrer. Quando sentiu que a saúde lhe começava a faltar, pediu à sua irmã, a rainha Josefina da Suécia e Noruega, que em memória da princesa Maria Amélia continuasse a apoiar o hospício quando a imperatriz morresse. A rainha Josefina assim o fez e, anos mais tarde, tornou formal o apoio financeiro da casa real sueca. Por sua vez, o arquiduque Maximiliano acabou por ter um fim triste. Chegou a ser coroado primeiro Imperador do México mas, ao fim de três anos, foi assassinado. Maria Amélia e a mãe foram sepultadas em Lisboa. 130 anos mais tarde, em 1982, os restos mortais foram trasladados para o Brasil e está sepultada no Convento de Santo António, no Rio.
Capela do Hospício

Placa 
Em Outubro do ano passado, numa bela manhã de sol, estive na Madeira e fui visitar o hospício. Tem um lindo e denso jardim que é perfeito para relaxar e ver passar o tempo. Do edifício apenas se pode visitar a pequena e bonita capela. Todas as outras áreas, por questões de privacidade, estão vedadas ao público. Mas nem que seja só para ver o edifíco do exterior e pela visita ao maravilhoso jardim, vale a pena lá ir!



domingo, 8 de janeiro de 2017

Mário Soares (1924-2017)

A idade avança e percebemos que o normal, e desejável, é que tenhamos críticos e inimigos. Só deixamos marca se esmiuçarmos, se questionarmos, se combatermos e decidirmos. Mário Soares foi, sem dúvida, o Estadista e o maior político português do último século. Para o bem e para o mal, é impossível exagerar na importância do seu legado. O pai da democracia era também um optimista que sempre acreditou no seu país. Paz à sua alma!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

E foram felizes para sempre...Not!

Quando se lê o diário/blogue de alguém durante anos, é porque gostamos do que lemos e há gostos, valores, e formas de estar na vida com as quais nos identificamos. Aquela pessoa acaba por ser um cruzamento entre conhecida e amiga. No meu caso, há pessoas que se tornaram mesmo amigas de carne e osso. Vibramos com as conquistas mas também sentimos as falhas e tristezas.  
As cenas dos próximos episódios são uma manta de retalhos ilustradas, que se vão construindo de palavras e imagens. São os momentos que guardamos na memória, e no coração: aquele acto romântico, da mulher ou do marido, a fotografia no tal sítio, as prova de amor e amizade, que damos e recebemos, o vestido de noiva, a viagem de sonho, o fim-de-semana de aventura, o desemprego na família, os filhos, as amigas, os pais e a vida. E os leitores vibram, fantasiam, fazem figas e querem acreditar que esta é uma relação de gente real, de vida muitas vezes mundana, com dificuldades várias, mas também de amor e alegria. A tal história do "e foram felizes para sempre" com que é tão mais fácil de simpatizar, e de sonhar, do que concretizar.
O ano que passou levou consigo muitas celebridades mas também enterrou alguns 'finais felizes'. Vou continuar a fazer figas pelo amor e pelos casais que conheço, gosto e admiro. Porque estas separações deixam-me triste. Mesmo triste...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz Ano Novo

2016 foi um ano estranho. De muitas perdas e muita dor, embora não fossem situações que me afectassem directamente. De há uns anos para cá parei de fazer balanços. Andava tão consumida pelas agruras que me afligiam, e pela dor que me causavam, que vivi bastante tempo em modo piloto automático. Lidava com o que tinha de lidar, respirava fundo e ganhava fôlego para as tempestades seguintes. Ontem fiquei com vontade de me sentar e reflectir. De escrever para mim, de me localizar no tempo e no espaço, e definir objectivos para o novo ano.
Ainda bem que 2016 está a acabar. Quero ver mais esperança no rosto e atitude das pessoas que amo, e para quem este ano foi murcho ou até violento. Da minha parte, prefiro pensar nestes dois momentos que me deram muita alegria em 2016: o nascimento do meu filho e a conquista do Europeu!

Resta-me desejar a todos boas entradas em 2017. Que seja um ano de boa saúde, muita perseverança e com momentos doces.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Feliz Natal a todos

O Natal é daqui a dois dias e este ano não estive muito por aqui. Mas continuo a gostar deste cantinho, mesmo que às vezes a porta esteja fechada ou entreaberta. É por isso que venho desejar a todos um Natal muito feliz, junto dos que amam, com paz e amor. E basta!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Morden Hall Park - tão perto e tão bom



Agora que os dias andam quentes e risonhos, aproveitámos para ir passear ao Morden Hall Park, um parque muito simpático que fica a 10 minutos de casa. E, pelos vistos, é tão popular como pensávamos. Para além do extenso espaço verde, das pontes e cursos de água, o parque tem um café muito simpático, onde se pode almoçar, lanchar ou simplesmente comer um gelado, e uma livraria de livros usados grande e muito tentadora. É gerida por voluntários, quase sempre idosos. Havia muita gente a fazer piqueniques, a ler e a andar a pé, mas sem enchentes pois o espaço é bem grande. Gostei muito e temos de repetir!

domingo, 31 de julho de 2016

Casa

Casa é família. É lareira e mesa farta, é madeira e sofás fofos. É uma chávena de café quente, o cheiro a bolo no forno. Casa é cama, lençois lavados, sorrisos matinais, pão fresco, livros, muitos livros em todo o lado. Casa é conforto, é sul e norte, são noites de trovoada na cama. Casa é sossego!

sábado, 23 de julho de 2016

Tempos doces

Na quinta-feira, uma manhã inteirinha só para mim. Caminhada, compras e um spa-pedicure. Ontem, uma tarde na piscina, seguida de café e leituras. Sozinha e tão feliz!


sexta-feira, 8 de julho de 2016

segunda-feira, 4 de julho de 2016

DisUnited Kingdom

O Reino anda mais desunido que nunca. E eu com umas saudades imensas deste cantinho. 
Vim limpar a poeira. Mas nada prometo!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O 'Paul' e as nossas padarias!

Uma determinada revista online escrevia, por estes dias, que a pastelaria francesa 'Paul' vai abrir na baixa de Lisboa. Já existia no aeroporto, mas agora fica ao alcance de muitos mais, no simpático centro da cidade. 
Até compreendo que a abertura destas cadeias, bem implantadas noutras grandes capitais europeias, nos façam sentir mais próximos dessas metrópoles e do conceito de 'aldeia global'. O Starbucks é outro exemplo. 
Mas vivendo em Londres há 12 anos, e sabendo da dificuldade que é encontrar um sítio simpático, onde se possa lanchar com a qualidade e diversidade que se tem em Portugal... Em cada rua -quase- há uma padaria/pastelaria de fabrico próprio, e de grande qualidade. Será que os meus compatriotas sabem a sorte que têm?
Ir ao 'Paul' pagar três vezes mais? Ir beber o café do Starbucks, que não chega aos pés dos nossos galões bem tirados? Estando de férias em Portugal nunca será opção para mim. Nem aqui vou ao Starbucks, acho o café do Costa e do Pret a Manger muito melhor.
Claro que não sou contra a abertura destas e de outras cadeias, geram alguns empregos e para os turistas são sempre pontos de referência. Mas espero que isso não implique, a médio prazo, o desaparecimento dos nossos espaços, tão bons e genuínos, e que estas modas não ofusquem o que temos de melhor. Das vezes que, em Londres, fui ao 'Paul' tomar o pequeno-almoço, foi sempre por ter saudades das nossas padarias, e não as ter por perto!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Jorge Amado, Paris e as meninas do Bataclan

Quando era pequena, ouvi falar da palavra Bataclan. Popularizou-se em Portugal depois da exibição da telenovela 'Gabriela Cravo e Canela', baseada no romance do grande Jorge Amado. Era a casa da lanterna vermelha, o cabaré onde as meninas se prostituíam. Durante anos ouvi a expressão 'putas do Bataclan', em outros contextos e quase sempre anedóticos. Nunca vi a telenovela ou li o livro, uma falha que tenho de corrigir.
O meu moço é sul-africano, filho de portugueses, e veio para Portugal já adolescente. Embora fale e escreva muito bem português, existem vários acontecimentos, tendências e músicas, dos anos 80, que lhe dei a conhecer. Faziam parte da minha infância em Portugal, e passaram-lhe completamente ao lado, por razões óbvias, na África do Sul, onde as referências eram bem diferentes.
Um dia falei-lhe das 'putas do Bataclan', e do enorme sucesso da telenovela. Isto muito antes dos recentes atentados de Paris, na também sala de espectáculos Bataclan. O moço chegou um dia a casa e disse: o que aconteceu em Paris é triste. Mas quando falam do Bataclan nas notícias, fico sempre com vontade de rir, que raio de nome...
Eu tenho uma teoria. Jorge Amado viveu imenso tempo exilado no estrangeiro, era comunista e foi perseguido no Brasil. Ele viveu em Paris de 1947 a 1950. O livro 'Gabriela Cravo e Canela' foi publicado em 1958. Penso que Jorge Amado usou o nome da sala de espectáculos parisiense para baptizar a casa de meninas da Bahia...