sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Morden Hall Park - tão perto e tão bom



Agora que os dias andam quentes e risonhos, aproveitámos para ir passear ao Morden Hall Park, um parque muito simpático que fica a 10 minutos de casa. E, pelos vistos, é tão popular como pensávamos. Para além do extenso espaço verde, das pontes e cursos de água, o parque tem um café muito simpático, onde se pode almoçar, lanchar ou simplesmente comer um gelado, e uma livraria de livros usados grande e muito tentadora. É gerida por voluntários, quase sempre idosos. Havia muita gente a fazer piqueniques, a ler e a andar a pé, mas sem enchentes pois o espaço é bem grande. Gostei muito e temos de repetir!

domingo, 31 de julho de 2016

Casa

Casa é família. É lareira e mesa farta, é madeira e sofás fofos. É uma chávena de café quente, o cheiro a bolo no forno. Casa é cama, lençois lavados, sorrisos matinais, pão fresco, livros, muitos livros em todo o lado. Casa é conforto, é sul e norte, são noites de trovoada na cama. Casa é sossego!

sábado, 23 de julho de 2016

Tempos doces

Na quinta-feira, uma manhã inteirinha só para mim. Caminhada, compras e um spa-pedicure. Ontem, uma tarde na piscina, seguida de café e leituras. Sozinha e tão feliz!


sexta-feira, 8 de julho de 2016

segunda-feira, 4 de julho de 2016

DisUnited Kingdom

O Reino anda mais desunido que nunca. E eu com umas saudades imensas deste cantinho. 
Vim limpar a poeira. Mas nada prometo!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O 'Paul' e as nossas padarias!

Uma determinada revista online escrevia, por estes dias, que a pastelaria francesa 'Paul' vai abrir na baixa de Lisboa. Já existia no aeroporto, mas agora fica ao alcance de muitos mais, no simpático centro da cidade. 
Até compreendo que a abertura destas cadeias, bem implantadas noutras grandes capitais europeias, nos façam sentir mais próximos dessas metrópoles e do conceito de 'aldeia global'. O Starbucks é outro exemplo. 
Mas vivendo em Londres há 12 anos, e sabendo da dificuldade que é encontrar um sítio simpático, onde se possa lanchar com a qualidade e diversidade que se tem em Portugal... Em cada rua -quase- há uma padaria/pastelaria de fabrico próprio, e de grande qualidade. Será que os meus compatriotas sabem a sorte que têm?
Ir ao 'Paul' pagar três vezes mais? Ir beber o café do Starbucks, que não chega aos pés dos nossos galões bem tirados? Estando de férias em Portugal nunca será opção para mim. Nem aqui vou ao Starbucks, acho o café do Costa e do Pret a Manger muito melhor.
Claro que não sou contra a abertura destas e de outras cadeias, geram alguns empregos e para os turistas são sempre pontos de referência. Mas espero que isso não implique, a médio prazo, o desaparecimento dos nossos espaços, tão bons e genuínos, e que estas modas não ofusquem o que temos de melhor. Das vezes que, em Londres, fui ao 'Paul' tomar o pequeno-almoço, foi sempre por ter saudades das nossas padarias, e não as ter por perto!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Jorge Amado, Paris e as meninas do Bataclan

Quando era pequena, ouvi falar da palavra Bataclan. Popularizou-se em Portugal depois da exibição da telenovela 'Gabriela Cravo e Canela', baseada no romance do grande Jorge Amado. Era a casa da lanterna vermelha, o cabaré onde as meninas se prostituíam. Durante anos ouvi a expressão 'putas do Bataclan', em outros contextos e quase sempre anedóticos. Nunca vi a telenovela ou li o livro, uma falha que tenho de corrigir.
O meu moço é sul-africano, filho de portugueses, e veio para Portugal já adolescente. Embora fale e escreva muito bem português, existem vários acontecimentos, tendências e músicas, dos anos 80, que lhe dei a conhecer. Faziam parte da minha infância em Portugal, e passaram-lhe completamente ao lado, por razões óbvias, na África do Sul, onde as referências eram bem diferentes.
Um dia falei-lhe das 'putas do Bataclan', e do enorme sucesso da telenovela. Isto muito antes dos recentes atentados de Paris, na também sala de espectáculos Bataclan. O moço chegou um dia a casa e disse: o que aconteceu em Paris é triste. Mas quando falam do Bataclan nas notícias, fico sempre com vontade de rir, que raio de nome...
Eu tenho uma teoria. Jorge Amado viveu imenso tempo exilado no estrangeiro, era comunista e foi perseguido no Brasil. Ele viveu em Paris de 1947 a 1950. O livro 'Gabriela Cravo e Canela' foi publicado em 1958. Penso que Jorge Amado usou o nome da sala de espectáculos parisiense para baptizar a casa de meninas da Bahia...

sábado, 16 de janeiro de 2016

Eça de Queirós - Maria Filomena Mónica

Levei uns meses para conseguir acabá-lo. Não porque não me prendesse, é aliás uma excelente biografia, incortornável mesmo para os fãs do escritor. A demora deve-se a outras leituras profissionais que se impõe, e vêm quase sempre acompanhadas de um prazo para executar qualquer coisa.
Gostei muito desta obra. Maria Filomena Mónica mostra ser uma investigadora de qualidade, ou não fosse uma académica, e os traços da personalidade de Eça, assim como os pormenores sobre a sua vida familiar, ajudam a perceber a sua visão do Mundo. Era português mas era sobretudo um cidadão do Mundo.
Outro pormenor de que gostei é que a autora quando não sabe, por não ter conseguido mais informação, não inventa. Pode dar uma interpretação mas explica ao leitor que a informação disponível era aquela, e que as divagações sobre o assunto não passam disso mesmo.
Não sabia que os últimos meses de Eça tinham sido tão solitários, e sofridos, devido à doença. Andou na Suiça para ser consultado por vários médicos, e viajou sozinho pois a esposa ficou em Paris a tomar conta dos filhos, dois deles estavam também doentes. Quando Eça regressa a Paris, estava muito debilitado. Emília, sua esposa, entra num pranto de lágrimas ao perceber que o marido estava pior, e não viveria muito mais tempo.
Se tivesse que destacar apenas um aspecto desta biografia, diria que fiquei com um grande desgosto por descobrir que todos os escritos pessoais de Eça estão no fundo do mar. Sim, isso mesmo. Após a morte do marido, Emília decide deixar Paris e regressar a Portugal. 
O recheio da casa onde habitavam, e onde se incluíam, para além dos móveis, toda a biblioteca de Eça, e os seus escritos pessoais, seriam enviados para Lisboa no navio Santo André. A 24 de Janeiro de 1901, o mau tempo na entrada em Lisboa fez com que o barco naufragasse. Para o fundo do mar foram quadros de Carlos Reis, Malhoa e Veloso Salgado, para além de um quadro de Columbano onde Eça era retratado. Que pena. Será que nunca tentaram encontrar o barco e recuperar alguma coisa? Não sei. Sei é que este episódio não me saíu da cabeça durante uns dias.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal!


Este cantinho anda meio que abandonado. No entanto, não poderia deixar passar esta quadra sem desejar aos resistentes, que aqui passam, um excelente Natal, com amor, alegria, saúde e junto dos que amam. Sejam felizes!

sábado, 28 de novembro de 2015

Dorset - 'Far from the madding crowd'

Fomos passar o último fim-de-semana a Dorchester, no condado de Dorset. Uma visita a amigos que deixaram Londres, há uns meses, e assentaram arraiais no sul de Inglaterra. Esta zona também é conhecida por ser o condado onde nasceu, e cresceu, o escritor Thomas Hardy. A sua casa/museu fica a 10 minutos da casa dos nossos amigos. 



E que beleza de lugar. Fiquei super feliz por eles, têm tanto por onde escolher, desde vilas históricas rurais a passeios à beira-mar, e com paisagens que nos fazem querer parar e ficar. Visitámos Dorchester, Lyme Regis, Portland Island e Weymouth. Ainda foi bastante para dois dias. Claro que ficou muito por ver, e queremos voltar quando for possível.


Ontem à noite foi dia de filme e vimos o 'Far from the madding crowd', que tem Dorset como cenário e é baseado num romance de Thomas Hardy. O filme conta a história de uma jovem independente, dinâmica e trabalhadora que recebe uma herança sem esperar, e tenta se afirmar como gestora numa sociedade dominada pelos homens. Engraçado que tantas vezes as melhores opções estão ali tão visíveis. No entanto, procuramos outros longos e dolorosos caminhos para depois voltarmos ao que está certo. Gostei muito do filme!


sábado, 4 de julho de 2015

I love Formentera

De há uns tempos a esta parte, tenho vindo a cimentar a ideia de que é um disparate gastar milhares de euros para ir para destinos de praia longínquos, nas Caraíbas ou no oriente. Há na Europa do sul praias tão espectaculares que acho uma falta de bom senso gastar tanto para ir, por exemplo, uma semana para as praias da Républica Dominicana, Tailândia ou Brasil. 

Viajar para sítios diferentes, fazer-se à estrada para explorar países e incluir uns dias de praia tudo bem. Por exemplo, fazer uma grande viagem pelos Estados Unidos ou Brasil, e acabar uns dias nas praias em Miami ou na Califórnia, ou fazer um Safari no Quénia e ficar uns dias nas praias em Mombassa, acho a cereja no topo do bolo. Agora passar 10 horas num avião para alapar o rabo numa praia não me parece... E esta ideia se solidificou depois de ter passado uma semana na bela ilha de Formentera.  
Há muito tempo que não era tão feliz com mar, areia, sal e calor. O melhor de tudo é que fica a duas horas de Londres, ou uma hora de Portugal, e as praias são tão fantásticas, ou melhores, que as de Cuba, Mexico, Bali ou Califórnia, para falar de destinos onde já estive.
Então falemos de Formentera. A ilha hippie, sem aeroporto e cuja ligação ao Mundo passa por Ibiza e um barco. 




O tempo estava magnífico, sempre à volta de 30 graus, a ilha é pequenita mas tem várias praias de sonho, e alguns 'pueblos' com casas branquinhas e lojas de perder a cabeça. Tem cerca de 12 mil habitantes e 83 km2, a Madeira é 10 vezes maior.




Nunca me lembrei que estava em Espanha. A ilha está carregada de italianos. Nao só os turistas mas também os donos e funcionários das lojas, hotéis e restaurantes. Parece que os vizinhos mediterrânicos descobriram ali um paraíso e assentaram arraiais. 

Ouve-se muito mais italiano do que espanhol. Também se ouve alemão, turistas britânicos não me lembro de ver ou ouvir. Apenas os que apanhei nos vôos para Ibiza, de e para Londres. Fiquei hospedada em La Savina, a zona do porto que é também um excelente ponto de partida para explorar a ilha.



E os dias passaram-se nas praias de àgua cálida e areia fina. Adorei sentir o isolamento de Formentera. Estava cheia quanto baste, e deve ficar muito mais cheia agora em Julho e Agosto. Mas não há turismo de massas, grandes grupos ou resorts.
As pessoas alugam casas ou apartamentos, há hotéis de charme mas não grandes resorts para 500 pessoas, e alugando uma vespa ou carro vai-se explorando a ilha. Ou para os afortunados da vida, é trazer o iate e abancar numa das praias. Havia muitos russos e iates de luxo.



Amei as lojas. Acho incrível que uma ilha tão pequena tenha tanta qualidade e quantidade de lojas, com roupas e acessórios com um toque étnico, toalhas de praia que mais parecem obras de arte, belos sapatos de verão, artigos de decoração para casa muito originais e tantas coisas mais.

Se forem a Formentera têm de visitar a loja ‘Encantes’, que fica no pueblo mais turístisco de Es Pujols. Acho que nunca vi tanta coisa gira num só espaço. É de perder a cabeca, acho que fui lá todos os dias. E claro comprei um fio e uma mala maravilhosos. Para me recordar de dias muito felizes. 




Há uma boa variedade de restaurantes onde se come bem. Um sítio de tapas deliciosas e imperdível é o 'Grand Iberico', também em Es Pujols, um espaço relaxado onde se partilham tapas num ambiente muito descontraído. O presunto e o queijo eram muito bons, assim como as saladas, os rissóis e a típica tortilla espanhola. Estava sempre cheio, o que é um bom sinal.


Todos os dias fomos a uma praia diferente. E todos os dias a praia era melhor do que a do dia anterior. A maior freguesia, ou pueblo, é S. Francisco Xavier onde passei uma manhã. Fomos tomar um brunch num sítio simpático, visitámos a Igreja e depois as ruas com lojas e mais lojas.

Formentera não é um sítio para grande vida nocturna e discotecas. Quem quiser isso deve ficar em Ibiza. Há obviamente discos mas o ambiente é mais de bares e gente nas ruas, nas tasquinhas ou a ver as lojas, que fecham sempre bastante tarde, de muita praia e bares de praia, onde a malta vai ver o pôr-do-sol. 



 Quero, espero, voltar a Formentera muitas vezes. É uma ilha muito romântica e ideal para ir a dois, ou em família. Por mim, seria o sítio para descanso de Verão uma semana por ano. Quase como Porto Santo mas melhor, porque gostei mais das praias, (e melhor que Porto Santo é difícil) e porque me dá um anonimato de que gosto quando estou de férias.

domingo, 14 de junho de 2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

Marmelada de marmelo

Desde que me lembro, na porta do frigorífico da casa dos meus pais havia sempre uma lata de marmelada de marmelo. Raramente comia, talvez uma ou duas vezes por ano, mas a minha mãe gosta e, volta e meia, barrava uma fatia de pão. Como era praticamente só ela a consumir, a lata durava bastante tempo.
Ontem abri uma lata de marmelada que tinha na despensa, que tinha trazido de Portugal. Estava com saudades da minha mãe. Barrei uma fatia de pão e comi. Claro que continuo com saudades, mas isso são outros contos!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

O Diário de Anne Frank

Lembro-me de ter adorado o livro 'O diário de Anne Frank', quando o li aos 16 ou 17 anos. Tenho em memória as emoções que me causou. 
Foi por isso que quando vi anunciado este workshop, com uma especialista em história do holocausto, fiz por ter a tarde de sexta-feira livre para poder me juntar ao grupo.
Acabei por me sentir uma infiltrada... Na sala, todos eram alunos ou professores catedráticos de Filosofia. Mas eram simpáticos e receberam-me muito bem. E, tal como tinha previsto, voltei a sentir emoções fortes. Lemos passagens do Diário, íamos parando para debater e reflectir, e dei o tempo por muito bem empregue. Tive a oportunidade de falar um pouco sobre o nosso cônsul, Aristedes Sousa Mendes, de quem a maioria nunca tinha ouvido falar.
E porque Páscoa é tempo de reflectir, deixo-vos com uma bonita passagem do Diário:

"É por milagre que eu ainda não renunciei a todas as minhas esperanças, na verdade tão absurdas e irrealizáveis.
Mas eu agarro-me a elas, apesar de todos e de tudo, porque tenho fé no que há de bom no homem. Não me é possível construir a vida tomando como base a morte, a miséria e a confusão. Vejo o Mundo transformar-se, pouco a pouco, num deserto; ouço, cada vez mais forte, a trovoada que se aproxima, essa trovoada que nos há-de matar; sinto o sofrimento de milhões de seres e, mesmo assim, quando ergo os olhos para o Céu, penso que, um dia, tudo isto voltará a ser bom, que a crueldade chegará ao seu fim e que o Mundo virá a conhecer de novo a ordem, a paz, a tranquilidade.
Até lá tenho que manter firme os meus ideais-talvez ainda os possa realizar nos tempos que hão-de vir."
          
                       Tua Anne             (Sábado, 15 de Julho de 1944)

sábado, 28 de março de 2015

Royal Bell Hotel e Jane Austen


Como se não bastasse ter combinado um almoço com uma querida amiga que não via há muito tempo, (e encontramo-nos para uma missão muito especial) ainda acabo por descobrir uma zona de Londres bem agradável que não conhecia.
Mas há mais. Sentei-me à espera dela num simpático Pub, e descobri que o sítio já foi uma albergaria, há dois séculos. Chamava-se 'The Royal Bell Hotel' e é mencionado no livro 'Orgulho e Preconceito', de Jane Austen. Claro que escolhi ficar sentada na mesinha 'Jane Austen'. Há dias felizes!

sábado, 21 de março de 2015

O melhor chocolate quente - Caffé Vergnano

Tenho uma amiga que em tempos dizia que a função deste blogue era falar das coisas boas de Londres. Contar segredos, partilhar experiências e dicas para que futuros visitantes saibam o melhor que esta grande cidade tem para dar.
Nunca tive essa ambição, nem defini objectivos ao blogue. Apenas quero partilhar o que me apetece, quando apetece, esteja em Londres, Roma ou Nova Iorque.
Mas hoje vou fazer o que a minha amiga recomendou. Vou contar onde se bebe o melhor 'chocolate quente' de Londres e arredores... Bem, eu nao provei muitos. Mas sei que o Harrods serve um chocolate quente óptimo, pelo dobro do preço e com metade do tamanho do que mostro na foto. E este é, na minha opinião, melhor. São mais generosos na dose, é menos doce, mas doce o suficiente, e claro mais barato.
Encontram no 'Caffé Vergnano', que tem dois ou três espaços na cidade. Um fica perto de Trafalgar Square. Um outro, onde estive esta semana, fica próximo do London Eye, mesmo ao lado do Royal Albert Hall. Prefiro este segundo espaço, ao pé do London Eye, por ser muito mais amplo e fácil de conseguir mesa. O de 'Trafalgar Square' é muito pequeno e só tem duas ou três mesas. Mas fica perto de várias livrarias antigas...
Se passarem por Londres e estiver frio, vão dar as libras por bem empregues. Aconselho que escolham o tamanho pequeno porque é grande o suficience. O maior torna-se enjoativo. Enjoy!

quarta-feira, 18 de março de 2015

The London I Love...Cath Kidston

A loja Cath Kidston. Que alimenta o conceito de 'dona de casa perfeita' e foi criada por Catherine Isabel Kidston, uma solteirona sem filhos, para todas as donas de casa imperfeitas... E ainda que a maioria dos artigos sejam um regalo para a vista, não posso deixar de fazer um reparo... Na minha opinião, não valem o preço. É uma marca por demais inflacionada. Mas que é gira disso não há dúvidas!

sábado, 7 de março de 2015

Um oceano salgado, outro de letras...

Um dia destes, dei por mim a ler coisas que publiquei no blogue há uns aninhos. Escrevia com muito mais regularidade, era mais impulsiva e opinativa. Aquela sou seu, mas hoje tanta coisa mudou.
Passei por um longo período de grandes mudanças. Umas escolhidas por mim, outras forçadas e bastante dolorosas. Retraí-me, transformei-me e, hoje, já não sou só aquela menina com uma vida mais serena. Aliás, já nem menina sou...
A verdade é que as grandes mudanças, forçadas ou não, testam os nossos limites. Tiram-nos da zona de conforto, chocalham as certezas e aumentam a nossa resistência e sabedoria. E a vida até tem sido justa. Os acontecimentos bons são quase seguidos de grandes quedas e travessias sombrias. Não posso dizer que a minha montanha russa seja simples e linear. Tem muitas curvas e drama q.b. É interessante.
O que não mudou é que continuo a gostar muito deste cantinho e das coisas boas que me deu. As melhores foram as amizades. A Tati, a minha 'irmã literária', como ela tão bem nos definiu, é uma dessas amizades e das que mais prezo. Tem voltado a escrever aqui, e esta semana recebi um envelope seu com mais estes dois miminhos.


Manaus, dois gémeos e um regime militar... Turquia, memórias, uma casa e uma chave... Mais duas aventuras para me deleitar. Obrigada minha querida... Pelo carinho, pela estima, e pelo que me ensinas. Se é verdade que um oceano salgado nos separa, há também um outro oceano de letras que nos aproxima. ❤

quinta-feira, 5 de março de 2015

Objectos e lazer

Tirava dali o jogo da canalha, substituía os saltos altos por algo mais confortável, acrescentava uns cinco ou seis livrinhos e estava pronta para partir...
A Primavera anda a espreitar, mas o frio parece não querer partir...

domingo, 1 de março de 2015

Castelo e cidade de Windsor








O Sábado de São Valentim foi passado na cidade de Windsor. Primeiro, com uma visita ao magnífico castelo, onde a rainha Isabel II passa fins-de-semana com regularidade (e o aparato policial deu-me quase a certeza que estava lá), depois com um passeio a pé na cidade, um 'chá das cinco' pelo meio, e muitas lojas exploradas. 

O castelo de Windsor é de uma imponência histórica e cultural notável. Windsor é uma pequena cidade visivelmente cara e elegante. Vê-se pelo tipo de lojas e pelas pessoas que as frequentam. E apesar de ter gostado, e de querer voltar, não era uma cidade onde gostasse de viver. A proximidade com o aeroporto de Heathrow torna-a demasiado barulhenta, com aviões a passar constantemente. Achei curioso que a cidade tem a rua mais curta da Grã Bretanha. 

A capela de St. George, no castelo, é um belo exemplo de arquitectura gótica. Estão lá sepultados o Rei Henrique VIII, uma das suas esposas, e o rei Charles I, o sogro da 'nossa' rainha inglesa, Catarina de Bragança. Para quem vem a Londres e tem vontade de visitar algo imponente, nos arredores mais próximos, recomendo uma visita a Windsor.

É mesmo!

Um óptimo domingo malta!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Abadia de Whitby

Seis meses depois, lá arranjei um tempinho para passar as fotos da máquina para o portátil. São as da semana de férias no condado de Yorkshire, em Agosto passado, local aonde quero voltar assim que for possível. Esta foto é da abadia de Whitby, o cenário que inspirou Bram Stoker a escrever o famoso 'Drácula'. 

Whitby é provavelmente a cidade costeira inglesa mais bonita das que já visitei, mas ainda faltam muitas. Portuária, tal como gosto, com histórias de quem chega e de quem parte, com imensas lojas muito originais, casinhas de chá, pubs e cafés. Whitby é um charme e tem uma história longa e rica. Se calhar vou contanto aos poucos, em diferentes textos.

A abadia foi construída no ano 657 AD e atacada por diversas vezes, a primeira das quais durante a destruição de igrejas e mosteiros católicos, no reinado do monarca louco, o Henrique VIII.

Confesso que fiquei sozinha, sentada na relva, a olhar para esta maravilha durante pelo menos meia-hora. Sem trocar palavra, apenas a contemplar e a beber do azul do céu e do cheiro a mar. Um momento 10 estrelas.