Anda tão desprezado o meu jardim. Mas com o tempo a aquecer, vou começar a meter a mão na terra. Por agora, plantei alecrim e amoras. As raposas não nos têm dado descanso. Fazem visitas diárias e estragam imensa coisa. Vamos lá ver se este ano as tulipas se aguentam.
terça-feira, 23 de março de 2021
domingo, 21 de março de 2021
Quando vier a Primavera
Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro
segunda-feira, 6 de julho de 2020
Limpar o pó e matar saudades
quinta-feira, 21 de junho de 2018
O Verão
sexta-feira, 25 de maio de 2018
terça-feira, 22 de maio de 2018
sábado, 19 de maio de 2018
Felicidades aos noivos
quinta-feira, 17 de maio de 2018
Twickenham e D. Manuel II, o último rei de Portugal
domingo, 18 de fevereiro de 2018
A página do Facebook
Vou tentar reactivá-la e depois dou notícias. O blogue anda calado mas não está morto :).
Beijinhos a todos!
domingo, 31 de dezembro de 2017
domingo, 24 de dezembro de 2017
sábado, 23 de dezembro de 2017
O tio Manuel do Curaçau
Acho esta história hilariante, embora não me surpreenda. A avó Maria era assim toda despachada e sem papas na língua. Tinha um feitio duro e nem sempre afável, tal como o meu pai. Tenho pena de, na altura, não ter a maturidade e a mesma curiosidade pelas histórias de emigração que tenho hoje. E de poder saber, pela voz da primeira geração, como foi a aventura do tio Manuel e da sua família no Curaçau.
domingo, 17 de dezembro de 2017
Jane Eyre de Charlotte Brontë
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
O texto mais lido do blogue
terça-feira, 21 de março de 2017
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
O spam por descobrir
sábado, 21 de janeiro de 2017
São agora 2:50 da tarde e ontem completaste 9 meses. Estou sentada à janela do quarto onde nasceu um grande estadista do século XX, o senhor Winston Churchill. Aproveitei que andavas a mostrar sinais de fadiga, e a necessitar do teu soninho da tarde, para preparar o teu leite neste cantinho. Ninguém me disse que não podia aqui fazê-lo. Estás deitado ao meu lado, no teu carrinho, e agora dormes uma bela soneca. O quarto está pouco iluminado; deve ser para que o sol não estrague o papel de parede, os quadros e as madeiras, para que possam continuar a mostrá-lo ao Mundo. Olho para a cama onde nasceu o senhor Churchill, e para a cadeira onde a mãe se sentou com ele pela primeira vez, e desejo, meu filho, que te inspires nos grandes estadistas.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
A Madeira, Maximiliano e a Princesa Maria Amélia
Em 1852, Maria Amélia contraiu escarlatina e ficou com uma tosse persistente que não desapareceu durante meses. O médico da família real aconselhou-a a ir para o Funchal passar uma temporada. O clima da ilha era conhecido por ser benéfico para o tratamento da tuberculose. Há fontes que dizem que foi o próprio Maximiliano que a aconselhou a ir para a Madeira, pois já tinha visitado a ilha. O arquiduque era irmão do Imperador da Áustria, Francisco José, e por isso cunhado da Imperatriz Sissi. Terá sido ele que também aconselhou Sissi a procurar os ares da Madeira, quando as tosses e a depressão lhe afectaram.
Após a morte da filha, a imperatriz Amélia de Beauharnais decidiu que queria perpetuar a sua memória e ajudar os que mais precisavam. Quis então construir um hospital para os doentes tuberculosos mais pobres. O edifício começou a ser edificado em 1856 e em 1862 já recebia doentes. Chamou-se hospício Princesa D. Maria Amélia e funciona até hoje. Maximiliano visitou o espaço e financiou o hospital durante vários anos. O arquiduque também visitou a casa onde faleceu a princesa Maria Amélia, a Quinta Vigia, que é hoje sede do governo regional da Madeira. Fica situada a pouca distância do hospício. Nas suas memórias escreveu o seguinte:
A imperatriz Amélia de Beauharnais apoiou financeiramente aquela obra social até morrer. Quando sentiu que a saúde lhe começava a faltar, pediu à sua irmã, a rainha Josefina da Suécia e Noruega, que em memória da princesa Maria Amélia continuasse a apoiar o hospício quando a imperatriz morresse. A rainha Josefina assim o fez e, anos mais tarde, tornou formal o apoio financeiro da casa real sueca. Por sua vez, o arquiduque Maximiliano acabou por ter um fim triste. Chegou a ser coroado primeiro Imperador do México mas, ao fim de três anos, foi assassinado. Maria Amélia e a mãe foram sepultadas em Lisboa. 130 anos mais tarde, em 1982, os restos mortais foram trasladados para o Brasil e está sepultada no Convento de Santo António, no Rio.













































